É preciso radicalizar

mar 16, 2021 by

Radicalizar é buscar a raiz do problema. Radical é aquele que tem princípios e raízes. Defende reformas profundas na organização social. Reformas que beneficiem a maior parte da sociedade.

O dia 13 de março de 1964 coroou um processo de radicalização. Foi o dia em que ocorreu o histórico Comício da Central, com mais de 150 mil pessoas. Nele, o presidente João Goulart fez a defesa enfática das reformas de base: reforma agrária, reforma urbana, reforma política (incluindo o voto dos analfabetos), extensão do monopólio da Petrobrás, estreita regulamentação da remessa de lucros das multinacionais para o exterior. Foi a gota d’água para o golpe militar de 1º de abril, apoiado pela elite burguesa brasileira.

Radicalizar, hoje, significa vacina para todas e todos. Significa o impeachment de um governo cruel, genocida e negacionista – que nega a Ciência. Significa reduzir a desigualdade social. Significa justiça social.

Nas telecomunicações, radicalizar é:

1) Universalizar a banda larga para todas e todos.

2) Cobrar das concessionárias Oi e Vivo que cumpram com suas obrigações relativas ao Plano Banda Larga nas Escolas (PBLE). Programa criado entre 2007 e 2008, no âmbito da discussão sobre a troca de metas do Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU), e pelo qual Oi e Vivo trocaram a instalação de Postos de Serviços de Telecomunicações pela obrigação de dar conexão gratuita, em velocidades crescentes, a todas as escolas públicas urbanas até 2025, data de encerramento dos contratos. Desde 2010 todas as escolas públicas deveriam ter acesso à internet. Isso não ocorre.

3) Cobrar a sanção presidencial ao projeto de Lei 3477/20. Ele trata da garantia de acesso à internet, com fins educacionais, aos alunos e professores da educação básica pública. A pandemia deixou clara a necessidade de garantirmos banda larga não só na escola, mas também na casa de cada professor e cada aluno de escola pública.

Temos que continuar radicalizando na esperança, no amor, na luta contra a desigualdade e a exclusão social/digital.

Radicalizar é lembrar a frase da revolucionária polonesa Rosa Luxemburgo, assassinada em 1919: “quanto mais negra é a noite, mais brilham as estrelas”.

Instituto Telecom, Terça-feira, 16 de março de 2021

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