1º ano do Nossa Opinião – Telecomunicações para todos, a nossa missão
Há um ano, nossa newsletter diária ganhava uma nova ferramenta, fundamental no cumprimento da missão do Instituto Telecom de produzir e difundir no Brasil análises e pesquisas relacionadas ao setor de telecomunicações – o Nossa Opinião. Desde então, nossas análises vêm acompanhando fatos cruciais como a realização da I Confecom (Conferência Nacional de Comunicação), a criação de um Plano Nacional de Banda Larga, a reativação da Telebrás, as principais pesquisas e eventos nacionais e mundiais sobre o setor de telecom, os embates polêmicos entre as teles e a Anatel na regulação do setor. E a promessa da primeira mulher presidente do Brasil, Dilma Rousseff, de que banda larga e telecomunicações serão prioridade no seu governo.
O Nossa Opinião quer, com suas análises, contribuir para a formulação e execução de políticas públicas em telecomunicações, fundamentais num país onde o acesso à internet ainda é extremamente limitado. Segundo os últimos dados divulgados pela PNAD (Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios) de 2009, 34,7% dos domicílios brasileiros têm computador, mas a internet só chega a 27,4% dos lares. A PNAD identificou ainda que, apesar dos dados indicarem que em 2010 a quantidade de aparelhos pode superar o número de habitantes do país, quase metade da população não possui telefone celular.
Com o Nossa Opinião o Instituto Telecom tem defendido questões estratégicas para universalizar a voz e a internet no Brasil como: a prestação do serviço de banda larga em regime público; a necessidade de rever a Lei Geral de Telecomunicações (LGT) para atender as mudanças trazidas pela convergência digital; a urgência de regular para democratizar a comunicação; uma melhor utilização dos recursos públicos para a evolução do setor; investimentos em pesquisa e desenvolvimento da indústria de telecom; o fortalecimento do Ministério das Comunicações e da Anatel e a utilização dos novos contratos de concessão de telefonia fixa e do PGMU III (Plano Geral de Metas de Universalização) como instrumentos de universalização.
Ainda é preciso democratizar o acesso da sociedade às decisões do setor. Por isso defendemos que o governo Dilma crie novos espaços e amplie os já existentes canais de participação da chamada sociedade civil. Acreditamos que é dessa forma que formularemos propostas para acelerar o processo de inclusão social e de acesso aos serviços de telecomunicação para todos.
Os conselheiros falam:
Almir Munhoz, presidente da Fenattel
A criação do Instituto Telecom foi uma iniciativa histórica e corajosa a partir de um núcleo de companheiros e companheiras do Sinttel-Rio que souberam reunir competência técnica e amplitude política, para criar um organismo capaz de ajudar a interpretar num cenário tecnológico e de mercado complexo, as intensas mudanças que estão ocorrendo.
A partir de um ponto de vista social dos usuários e dos trabalhadores, recebemos do Instituto um conteúdo claro e útil acerca de temas estratégicos, como os tratados na Confecom – a universalização, a convergência e a inclusão digitais, esta um direito do cidadão brasileiro -, que ajudam no posicionamento diante de conflitos de interesses econômicos, de mercado e tecnológicos.
Parabéns ao IT, e que os próximos anos sejam de consolidação e expansão da parceria que a Fenattel tem com o Instituto
Jorge Bittar, Deputado Federal
O Nossa Opinião, como instrumento de divulgação de ideias e reflexões do Instituto Telecom, cumpre um importante papel na discussão de toda a política de telecomunicações no Brasil. Esse trabalho ganha maior destaque no momento em que temas de grande relevância do setor continuarão a ser debatidos e aprofundados no próximo ano, tanto no novo Congresso Nacional, quanto no âmbito do novo Governo Federal. Ao levar para toda a sociedade as análises e pesquisas sobre democratização da informação e universalização do acesso, o Instituto Telecom e o Nossa Opinião contribuem significativamente para a formulação e execução de políticas públicas para o setor de telecomunicações.
Antônio Cruz, Engenheiro Eletricista
Acho que o Instituto cumpriu seu papel no seu primeiro ano. O site ficou ótimo e eficiente para utilização como principal mecanismo de comunicação com a sociedade, permitindo edição de duas revistas no período e um artigo semanal (Nossa Opinião), sempre abordando temas e discussões relevantes e atualizadas do setor (Telecomunicações, Comunicações e TI). Para o segundo ano entendo que alguns novos desafios deveriam se avaliados, tais como: revista com periodicidade trimestral; aproximação maior com academia; um encontro anual para discussão de políticas públicas; e criação de algumas câmeras setoriais (Comunicação e Telecomunicações, Tecnologia da Informação, Política Industrial, e Convergência e Aplicações Sociais).
Luiz Antonio Silva, coordenador-geral do Sinttel-Rio
A repercussão que as opiniões do Instituto Telecom têm alcançado mostra o acerto do Sinttel-Rio quando resolveu apoiar decisivamente um Instituto que contribuísse para a reflexão e a formulação de políticas públicas no setor de telecomunicações. Esperamos que esse seja apenas o primeiro ano de muitos outros, cada vez mais enriquecedores no debate sobre as telecomunicações públicas.
Gilberto Palmares, Deputado Estadual
O Nossa Opinião, do Instituto Telecom, é motivo de grande alegria. Neste pouco tempo já existe reconhecimento em vários segmentos sociais de que o espaço é referência para o debate sobre políticas públicas de telecomunicações e para ainda necessária luta pela democratização do acesso dos pobres a serviços como a internet em banda larga.
Marcio Patusco, Clube de Engenharia DETI
Na esteira de uma maior participação da sociedade na discussão dos caminhos das telecomunicações no nosso país, o Instituto Telecom vem se somar como uma entidade preocupada com o debate livre e independente dos assuntos do setor. Em um ambiente dominado por posicionamentos oficiais, o IT se destaca por uma visão mais ampla dos problemas nacionais que favorecem uma compreensão integrada dos aspectos sociais, políticos e empresariais. O IT é uma brisa de esperança no ar viciado das opiniões na área de telecomunicações.
Marcos Dantas, professor do Programa de Pós-Graduação da ECO-UFRJ
O Instituto Telecom tem sido, desde sua criação, talvez a única fonte de informação mas, sobretudo, de análise do setor de telecomunicações que prioriza o ponto de vista dos trabalhadores. Sabemos que a informação não é neutra, que a verdade tem muitas faces. Dependendo do lugar de fala de quem noticia ou analisa, certos aspectos são destacados, outros desconsiderados, até omitidos. Isso nada tem a ver com a honestidade intelectual de quem fala ou escreve (mas às vezes também tem), mas com as visões de mundo de cada um ou uma.
Daí que, além de proporcionar aos trabalhadores e ao movimento popular, elementos de informação e análise para instruir suas ações, o Instituto Telecom, por isso mesmo, tem também fornecido ao conjunto da sociedade, aos formuladores e formuladoras políticos, aos acadêmicos, aos jornalistas, inclusive também às lideranças empresariais, abordagens distintas sobre os problemas e soluções do setor daquelas que costumam nos ser servida pela imprensa e demais agentes de formação de opinião, quase sempre condicionados pelas suas relações, mesmo que legítimas, com o mercado.
Vida longa ao Nossa Opinião!




