Brasil investe apenas 1,09% do PIB em Pesquisa e Desenvolvimento
O Brasil mantém o ritmo de crescimento econômico e evolui nos principais indicadores sociais, mas persistem desigualdades sociais e regionais. Essa é a síntese do diagnóstico apresentado nesta quarta-feira, 1º/9, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ao analisar 55 Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2010 (IDS 2010).
O estudo é abrangente ao analisar dimensões ambientais, sociais, econômicas e institucionais para o desenvolvimento sustentável do país. Nesta última, os indicadores apontam que os avanços se concentram no acesso à telefonia e internet.
Apesar de indicar avanços, é nítido que o Brasil ainda tem muito trabalho pela frente. Por exemplo, o IBGE mostra que os investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento aumentaram em valores, mas continuam próximos a 1% do PIB.
A cifra passou de R$ 12 bilhões em 2000 para R$ 32,7 bilhões em 2008 segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia. Mas como a economia brasileira também cresceu, os valores que correspondiam a 1,02% há 10 anos, pouco evoluíram em termos relativos, passando 1,09% do PIB.
Dos gastos com P&D em 2008, R$ 17,68 bilhões (54%) foram feitos em investimentos públicos e os R$ 15,09 bilhões restantes em investimentos empresariais. Dos recursos públicos, R$ 12,07 bilhões vieram de órgãos federais e R$ 5,61 bilhões de estaduais.
No caso da telefonia, não chega a ser surpresa que as comunicações móveis tiveram um crescimento significativo. Em 1994, enquanto a telefonia fixa alcançava 86 usuários para cada mil habitantes, a telefonia celular só tinha cinco acessos.
Dez anos depois, a densidade de acessos a esse serviço entre mil habitantes alcançava 366 usuários, contra 279 da linha fixa, segundo Anatel. Em 2008, a diferença era de 306 acessos à telefonia fixa contra 794 do serviço móvel para cada mil habitantes, o que corresponde a um aumento de 259% em quatro anos.
Internet
Também houve ganhos com um crescimento contínuo do número de domicílios com acesso à internet, de 8,6% em 2001 para 23,8% em 2008. Naquele ano, ao todo, havia 13,7 milhões de domicílios particulares permanentes com acesso à rede por meio de computador. Os números refletem, porém, a desigualdade regional: enquanto o Sudeste tinha 31,5% de domicílios conectados, a região Norte contava com 10,6%.
* Com informações do IBGE




