Orçamento de TI na AL é 22% menor que a média mundial
Embora os investimentos das empresas com tecnologia da informação na América Latina devam crescer 6,7% neste ano, em contraste com a previsão de aumento de apenas 1,1% nos gastos das corporações nas demais regiões do mundo, o mercado latino-americano ainda tem um orçamento médio 22% menor que a média mundial.
De acordo com analistas do Gartner, apesar de a América Latina, ao lado da China, ser uma das regiões com maior perspectiva de crescimento para a indústria de TI, as empresas da região ainda seguem a tradição de gastar pouco com tecnologia.
Ione Coco, vice-presidente executiva da consultoria para a América Latina, explica que os diretores de tecnologia latino-americanos sempre lidaram com orçamentos menores, mas ela acha que a tendência é que se chegue a um denominador comum em todo o mundo. Ela conta que no ano passado, o orçamento de TI na região foi 29% menor do que a média mundial e antes disso a diferença girava em torno dos 30%.
Ione avalia que equiparação da América Latina com as demais regiões do mundo, no entanto, acontecerá pela redução dos orçamentos de TI de forma geral, principalmente a partir do ano que vem, quando a maioria das economias já vai ter se recuperado da crise financeira mundial.
O também vice-presidente do Gartner, Mark McDonald, acredita que esse movimento será puxado pela proliferação de tecnologias para web, principalmente cloud computing e ferramentas de colaboração. O analista observa que, além de facilitarem as implantações nas empresas e aumentarem a produtividade dos funcionários, essas tecnologias são muito mais baratas do que aquelas de 20 anos atrás. Isso, segundo ele, vai diminuir consideravelmente o orçamento mundial de TI.
Dale Kutnick, outro dos vice-presidentes do Gartner, vê nessa mudança uma grande oportunidade para as áreas de TI, principalmente no mercado brasileiro. Ele explica que pelo fato de o Brasil ser uma economia emergente e a indústria de TI aqui ser relativamente nova, o país pode se aproveitar dos passos dados por outros mercados e adotar somente dos avanços, evitando os mesmos erros e voltando-se apenas para a inovação tecnológica.




