Esperança no baile da favela digital

out 18, 2022 by

Estamos a menos de duas semanas para a eleição do novo presidente do Brasil. Estão em jogo dois projetos antagônicos – de um lado, o projeto da esperança, da vida, da cidadania, da verdade, da inclusão social e digital. De outro, o projeto do ódio, da morte, da barbárie, da mentira, da exclusão.

Em debate na TV, o atual presidente reafirmou seu preconceito em relação às favelas. Para ele, nas comunidades só há traficantes. Logo ele, que tem viabilizado o armamento de grupos contrários à ordem democrática!

Nós acreditamos na esperança. Esperança de que teremos, sim, dias melhores no Brasil. Um país que, como afirma a jornalista Flávia Oliveira, destaque “a necessidade de falar sobre a objetificação e sexualização da mulher preta, dos altos índices de feminicídio que atingem muito mais as mulheres pretas e periféricas, da falta de representatividade nos poderes, sobre as declarações racistas feitas por autoridades”. Um país que combata a pedofilia, o ódio e o racismo.

Temos também esperança em levar banda larga para todos e todas moradoras das comunidades. Como? É função do Poder Executivo, por meio de decreto, instituir a prestação de modalidade de serviço no regime público. O candidato da esperança já recebeu a nossa proposta.

Durante os governos democráticos foram elaboradas e aprovadas duas leis essenciais para a democratização das telecomunicações: a Lei da TV por assinatura, de 2011, que fomentou e possibilitou a produção e a distribuição de mais conteúdos nacionais; e o Marco Civil da Internet, de 2014, que estabeleceu, entre outras questões, o acesso à internet como essencial ao exercício da cidadania.

Agora chegou a vez da banda larga em regime público, o que implica obrigações, metas de universalização: internet para todos, de qualidade, com preços acessíveis ou gratuita para as parcelas mais excluídas da sociedade. Dessa forma alcançaremos a universalização desse serviço essencial. Os moradores das comunidades são cidadãos e têm esse direito.

Mais que nunca é preciso lembrar da ginasta Rebeca Andrade dançando ao ritmo de Baile de Favela, um funk, e conquistando a primeira medalha feminina brasileira da ginástica artística numa Olimpíada. Que a alegria e a esperança de Rebeca Andrade possam contagiar a população brasileira. Que esses sentimentos nos guiem, no dia 30 de outubro, votando pela inclusão social e digital.

Instituto Telecom, Terça-feira, 18 de outubro de 2022

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