Banda Larga móvel é reprovada nas grandes cidades do Brasil
O Brasil ainda tem um grande dever de casa a fazer para não receber críticas sobre a oferta de serviços de internet móvel durante os megaeventos esportivos. A conclusão é de estudo realizado pela consultoria Teleco. O teste constatou que no Rio de Janeiro, por exemplo, há deficiência de cobertura nos arredores do Maracanã, principal estádio de futebol da cidade. O desempenho das 12 cidades sede da Copa também foi sofrível, com velocidades bem abaixo das possíveis na 3G.
O teste, conduzido pela Teleco para a Huawei, avaliou o desempenho das operadoras Claro, Oi, TIM e Vivo nas 12 cidades sede da Copa do Mundo de 2014 – Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Cuiabá, Brasília, Manaus, Fortaleza, Belo Horizonte, Natal, Recife e Salvador. A velocidade de download, na média, chegou a 567 Kbps, e a de upload, a 249 Kbps, índices muito abaixo da possibilidade de serviços da Terceira Geração.
Nos testes, São Paulo e Porto Alegre apresentaram as maiores médias de velocidade de banda larga móvel, tanto em download quanto em upload. Curitiba também se destacou, registrando a terceira melhor performance em upload e em qualidade de vídeo. Já Salvador, Natal e Recife registraram as piores médias de velocidade de download e upload.
O Rio de Janeiro apresenta deficiências de cobertura por algumas operadoras nos arredores do Maracanã (onde está o estádio de mesmo nome), Lagoa e trechos da Linha Vermelha e Ponte Rio-Niterói. A situação é bem delicada nas cidades do Nordeste – Salvador, Recife e Natal -, que registraram as piores médias de download (inferior a 400 Kbps) e upload (inferior a 200 Kbps) e também apresentaram forte instabilidade das redes. Manaus tem graves problemas com latência de navegação.
O ranking geral da banda larga móvel nessas cidades ficou assim:
1) São Paulo
2) Porto Alegre
3) Curitiba
4) Cuiabá
5) Rio de Janeiro e Brasília
7) Manaus
8) Fortaleza
9) Belo Horizonte
10) Natal
11) Recife e Salvador
Banda Larga em números
O estudo aponta ainda que o Brasil deve encerrar o ano com 18 milhões de acessos à internet por meio de redes de telefonia móvel e 13,4 milhões de acessos em conexões fixas (a cabo e via redes ADSL).
A projeção, divulgada hoje no Balanço Huawei de Banda Larga Móvel, pode representar um crescimento cinco vezes maior dos acessos móveis em relação à banda larga fixa, aponta a consultoria Teleco, responsável pelo estudo.
Até 2014, a consultoria estima que o número de conexões móveis mais do que triplique, somando 60 milhões, sendo 45 milhões por meio de celulares e smartphones. Já o avanço da banda larga fixa será mais brando, com expectativa de atingir 15 milhões de conexões em quatro anos.
A presença de celulares conectados a redes de terceira geração (3G) na base de celulares deve atingir 9% este ano, chegando a 23,5% em 2014, na média mundial.




