Teles estudam nova estratégia para participar do leilão da Banda H
Ao menos oficialmente, as operadoras de celular ainda não decidiram se tentarão, mais uma vez, derrubar mais o modelo do leilão da Banda H – onde elas estão impedidas de participar, caso haja um novo interessado no mercado. Segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia – Sinditelebrasil, as empresas ainda avaliam a negativa da Anatel aos pedidos de impugnação do edital, decisão conhecida nesta quinta-feira, 02/12, após determinação judicial. Uma nova estratégia só será definida na próxima semana.
“Diante da negativa da Anatel aos pedidos de impugnação, o Sinditelebrasil vai discutir internamente os aspectos técnicos e jurídicos para tomar uma decisão”, divulgou a entidade.
A Anatel sustenta a posição de que desde 2006 era prevista a participação de cinco prestadoras nas faixas de 1,9 GHz e 2,1 GHz. Ou seja, quando as atuais operadoras participaram do leilão 3G, em 2007, já sabiam que um leilão adicional seria realizado com foco no surgimento de uma quinta empresa no mercado móvel nacional.
“Não temos interesse em impedir o leilão, até porque também há a disputa pelas sobras. Queremos é ter chance de participar da Banda H”, diz o diretor-executivo do Sinditelebrasil, Eduardo Levy. O caminho não é simples. Ele implicaria em um pedido para que a Justiça intervenha no leilão somente na disputa da Banda H, permitindo que o resto da licitação seja mantido como previsto, no próximo dia 14. Ou seja, uma decisão que considerasse parte do edital irregular, mantendo a outra parte em vigor.




