Banda larga e PGMU terão eixos diferentes
Representantes das concessionárias e técnicos da Anatel voltam a se reunir nesta quarta-feira (2) e quinta-feira (3) para tentar chegar a um acordo sobre custos e premissas do Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU) III, além de as empresas terem sido conclamadas a apresentarem as suas propostas para o Plano Nacional de Banda Larga, cujo esboço inicial deverá ser apresentado na próxima terça-feira ao Ministério das Comunicações.
Na avaliação dos representantes da iniciativa privada, a reunião trouxe uma sinalização muito positiva sobre as ações futuras. Primeiro, porque vai-se rediscutir os custos da universalização (reuniões desta semana) e, segundo, porque as empresas foram conclamadas a apresentarem suas propostas para a oferta no atacado e no varejo da banda larga. “Há muito trabalho a fazer, mas a sinalização é muito positiva”, afirmou o representante de uma das empresas. “Vamos primeiro acertar as contas, mas já temos que pensar em proposta para a banda larga”, completou outro executivo.
A reunião durou quase três horas, coordenada pelo secretário executivo do ministério, Cezar Alvarez. E o governo fez questão de deixar claro que a sua prioridade é a telefonia rural, o Aice (o telefone para a população de baixa renda, do Bolsa Família, a preços mais baratos) e a oferta de banda larga.
Mas os empresários entenderam que o governo aceita tratar das questões separadamente. Ou seja: metas de universalizção de um lado e novas obrigações para atender a política pública do Plano Nacional de Banda Larga.
Para que as operadoras apresentem qualquer proposta de massificação da banda larga, elas entendem que é preciso uniformizar os conceitos, ou seja, elas querem saber qual a opinião do governo e da Anatel qual é a extensão do backhaul, como serão encaradas as obrigações de cada operadora na oferta do atacado e se haverá ou não tratamento isonômico.




