Ministério da Defesa e Telebras comandarão satélite nacional
O presidente da Telebras, Caio Bonilha, disse nesta terça-feira (4) que ainda não está nada definido em relação à construção e transferência tecnológica do satélite geoestacionário brasileiro, mas acredita que as diretrizes terão que ser tomadas em 30 dias, no mais tardar. “A única coisa que já está certa é que a operação do satélite ficará a cargo da Telebras e do Ministério da Defesa porque é uma questão estratégia”, disse.
Bonilha disse que a criação de uma empresa específica para o projeto do satélite em parceria com a iniciativa privada é uma das possibilidades que estão sendo estudadas. Ele admite que para a construção do equipamento pode ser que o governo não tenha a maioria do capital. “Isto vai depender do interesse estratégico e da conveniência”, disse.
O presidente da Telebras confirmou o interesse de grupos privados no negócio, mas disse que a forma como será escolhido o parceiro é também atribuição do grupo de estudo, criado na semana passada. Os grupos o Schahin e Odebrecht, por exemplo, já manifestaram interesse em participar do projeto.
O primeiro satélite, com lançamento previsto para 2014, será dedicado principalmente a telecomunicações civis, basicamente para o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), além de 20% da capacidade destinada às Forças Armadas, cerca de três a quatro transponder na banda X. O valor total, inclusive com lançamento, é de R$ 716 milhões. O segundo lançamento está previsto para 2018.
Os satélites vão operar na banda Ka para o atendimento de redes de governo e iniciativas de inclusão digital, bem como na banda X, que será de uso exclusivo das Forças Armadas. Isso permitirá, por exemplo, ampliar o número de municípios que serão atendidos pelo PNBL até 2014, hoje estimados em 4.283.
O grupo de trabalho é formado por representantes da Telebras, da Agência Espacial Brasileira (AEB), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Ministério da Defesa.




