Fiesp questiona preferência à tecnologia nacional nas compras governamentais
A preferência do governo dada à tecnologia nacional nas compras governamentais foi criticada pelo diretor do Departamento de Infraestrutura da Fiesp, Carlos Cavalcanti. Entidade defendeu ainda a realização do leilão do 4G em abril de 2012, mas criticou o modelo arrecadatório da licitação. “Dinheiro vai para o tesouro nacional, não retorna para o setor”.
As críticas de Cavalcanti foram feitas durante o painel de abertura do III Seminário Fiesp de Telecomunicações, realizado nesta segunda-feira, 31/10, na capital paulista, e que contou com a participação de representantes das operadoras – Paulo Mattos, diretor de assuntos regulatórios da Oi, e Antonio Carlos Valente, da Vivo/telefônica, e de Cezar Alvarez, do ministério das Comunicações.
“Nossas jabuticabas podem ser únicas, mas não são melhores no mundo globalizado”, disse, referindo-se à preferência para a tecnologia nacional nas compras governamentais. E destacou que a política industrial para o setor não está colhendo os frutos necessários.
“Somos uma indústria montadora. Não fazemos tecnologia”, admitiu. O diretor da Fiesp reforçou o discurso da Abinee ao falar do sério risco que o pais corre da desindustrialização.




