SindiTelebrasil procura Abert para tratar da faixa de 700 MHz
O presidente do Sinditelebrasil, Eduardo Levy, formalizou o interesse de negociar com os radiodifusores a liberação da faixa de 700 MHz para as telecomunicações em troca de remuneração para a digitalização dos sinais de TV. “Enviamos à Abert um pedido formal de reunião para que possamos começar a tratar do assunto”, afirmou hoje o executivo. Segundo ele, somente com esta frequência as operadoras de celular conseguem ampliar a cobertura da quarta geraçào. “A frequência de 2,5 GHz só vai atender a uma elite do país”, criticou ele.
No entender de Levy, as emissoras de radiodifusão estão agora com mais disposição de tratar desta questão tendo em vista, assegura, que as operadoras de telecomunicações não têm interesse em ocupar essas bandas nas grandes cidades ou capitais do país. “Nós continuamos nos embasando no estudo do CPqD, que aponta que 80% dessa frequência não está ocupada em qualquer parte do país”, afirmou.
Levy criticou a intenção do governo de vender apenas a faixa de 2,5 GHz, cujo pazo do leilão está previsto no decreto da presidente Dilma Rousseff. “A ocupação desta faixa é bem mais complexa, muito mais cara, pois será necessário instalar de três a quatro vezes mais antenas e o aparelho é muito mais caro”, assinalou.
Na avaliação de Levy, a frequência de 2,5 GHz só serve para o aumento da velocidade, mas não serve para ampliar a cobertura.”Ela será usada para quem já tem celular”, afirmou, enquanto ele entende que a sociedade deseja a ampliação da cobertura da rede de comunicação de dados móvel.




