Estudo: jovens brasileiros são dependentes de tecnologia e conexão
Os brasileiros nascidos a partir de 1990 passam grande parte do tempo conectados: 20% deles são usuários de smartphone e 41% usam banda larga móvel em algum dispositivo (celular, smartphone, tablet, notebook ou desktop).
Estes dados fazem parte de um estudo anual do ConsumerLab, área da Ericsson que estuda o comportamento do usuário.
O estudo realizado no Brasil identificou que os jovens são dependentes da tecnologia: 9 em cada 10 possuem um aparelho celular, 70% têm computador e 61% possuem banda larga em casa. Quase metade passa mais de três horas por dia conectado e somente 8% deles ainda não são usuários de internet. Não se desconectam nem mesmo para ver televisão, e acessam a rede enquanto consomem conteúdo (48%), agindo como agentes ativos ao postar, comentar e editar conteúdos.
“Os jovens da geração conectada necessitam de mobilidade e conexão 24 horas por dia, 7 dias por semana, sendo cooperativos, colaborativos e multitarefas, além de se preocuparem com a saúde do planeta e com a sustentabilidade e igualdade entre as pessoas”, diz Luciana Gontijo, responsável pelo Ericsson ConsumerLab na América Latina e Caribe. “Eles tratam essas questões como uma causa e não apenas como modismo. Acreditam que o dinheiro é bom e importante, mas que sua vida pessoal é muito mais”.
Preferências
Esta geração participa ativamente das redes sociais: 89% deles fazem uso de pelo menos uma rede social e mais de 64% as acessam diariamente. São jovens que usam SMS todos os dias para diversas finalidades (83%) e que gostam tanto de teclar quanto de falar ao telefone (92%). Têm um convívio natural com a tecnologia e a mobilidade: utilizam notebooks e tablets, escutam música em tocadores de mp3, jogam games e instalam aplicativos em smartphones.
A maioria deles (58%) faz download de músicas e filmes de graça enquanto somente 37% paga pelo download de algum tipo de conteúdo. Produtos eletrônicos são apenas um meio para a experiência tecnológica e a principal preocupação é com a qualidade e validade do conteúdo, pois são jovens informais que preferem se comunicar por chat diariamente (62%) ou SMS do que via email (56%).
“A geração conectada busca o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Esses jovens acreditam que o trabalho deve se encaixar em suas vidas e não o contrário. Nas redes sociais, não estão limitados apenas ao Facebook, experimentam tudo que é novo. São ávidos consumidores de dados e utilizam aplicativos como Viber, Whatsapp, Netflix, Instagram e outros”, diz Gontijo.




