Start Up Brasil: aceleradoras poderão ter até 25% de empresas internacionais
No final de março, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, anunciará o programa de subvenção à Inovação – onde vão estar os recursos públicos para suportar o programa Start-Up Brasil. Ideia é selecionar até 100 start-ups. Expectativa é que mais de 1000 participem da seleção, sendo que as nove aceleradoras poderão escolher até 25% de empresas internacionais. “Esperamos mesmo que isso aconteça. Queremos atrair cérebros para o Brasil”, sustentou Virgílio Almeida. da SEPIN.
Nesta quinta-feira, 28/02, durante o anúncio das nove aceleradoras selecionadas para o programa – Aceleratech, Microsoft, Papaya, Pipa, Wayra, 21212, Fumsoft, Outsource e Start You Up, o secretário de Informática do MCTI não quis antecipar detalhes sobre o edital de seleção das start-ups – até para não ‘furar’ o anúncio ministerial, mas garantiu que haverá, sim, facilidades para a vinda de empreendedores estrangeiros para o país.
“Estamos vendo uma maneira de criar um visto com menos burocracia para esse trabalho específico. O Brasil precisa atrair empreendedores do mundo. Estabelecemos uma meta de até 25%. Assim, há espaço para combinarmos talentos. O Brasil precisa ser um porto para esses empreendedores”, frisou Almeida, referindo-se, especialmente, à Wayra, da Telefônica, e à Microsoft, as duas multinacionais selecionadas como aceleradoras. Cada start-up selecionada receberá até R$ 200 mil do governo, o que significará um aporte público de R$ 20 milhões, que serão somados aos R$ 36 milhões, realizados pelas aceleradoras.
No cronograma do Start-Up Brasil, as inscrições das empresas interessadas vai até maio. No final de junho, as empresas selecionadas serão anunciadas. Como aconteceu no processo de escolha das aceleradoras – haverá uma comissão especial, mas também terá a participação direta das aceleradoras.
“Queremos ter a certeza que não haverá a escolha apenas de empresas de Internet. Elas são essenciais, mas queremos abrir frente para empresas de software e serviços. Que façam aplicações para áreas como petróleo e gás; energia, telecom. Precisamos criar mercado nacional e internacional”, destacou Almeida.
O fracasso não assusta. Isso porque, salientou o secretário da SEPIN, ele é uma realidade no empreendedorismo. “Não podemos dizer quantas dessas 100 empresas que serão selecionadas vão vingar e ganhar mercado. O programa é para isso mesmo. O governo mitigou o risco tecnológico. O mercado, com as aceleradoras, mitigará o risco de mercado. Inovação é isso”, acrescentou.
O coordenador de software e serviços do MCTI, Rafael Moreira, comemorou o bom resultado – uma vez que 23 empresas tentaram ser aceleradoras – da parceria pública privada sugerida na área de empreendedorismo. “Ficou claro que quando o governo definiu um rumo, a iniciativa privada se organizou e o ecossistema se aglutinou e houve uma mobilização imediata”.




