Telebras vai atuar com provedores de conteúdo e pode lançar CDN em 2014
O presidente da Telebras, Caio Bonilha, afirmou durante o 5º Encontro anual de Provedores de Internet e Telecomunicações da Abrint, que a Telebras atuará com os provedores de conteúdo para enriquecer a oferta de serviços e lançar CDN (Content Delivery Network) até 2014.“A Telebras sempre apostou nos provedores, e o modelo de negócios parte do principio de que somos parceiros naturais deles com uma rede neutra e de alcance nacional”, mas esse modelo de negócios não contemplará a oferta do serviço ao consumidor final, apenas uma parceria entre a estatal e alguns provedores.
Bonilha comenta que um marco importante para a companhia foi a finalização dos backbones principais em maio, com uma rede de 25 mil km no Norte e Sul do País. “Estamos também num projeto de satélite para prover banda larga para áreas rurais, onde rede física não tem condições de atender. Asseguro que com esse trabalho, a confiabilidade da rede aumentou significativamente, tanto que somos provedoras de TV para Fifa, na Copa das Confederações e Copa do Mundo”, ressalta.
PNBL
“Entendemos que o PNBL está entrando numa nova fase. Os usuários, além de banda larga, querem conteúdo e novos serviços”, ressalta Bonilha, e informa que a Telebras está estudando o projeto com provedores de conteúdo e trabalhando em parceria com as empresas. “Em breve anunciaremos o modelo e forma de trabalho para dar condições de ter novos produtos para competir de forma isonômica com as empresas”, ressaltou Bonilha.
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, também afirmou que o governo está empenhado no projeto de expansão da Banda Larga. “Queremos que haja expansão da banda larga fixa e móvel, e onde não há possibilidade de ter rede, que construam satélites. Não sei como será o modelo de parcerias, mas não vamos vender para usuário final, e precisaremos contar com os provedores para que o façam”.
Bernardo informou que a medida do governo de desonerar o dispositivo de recepção por satélite será um passo importante. “Ao tirar o imposto das estações satelitais vamos ajudar a desenvolver o acesso à internet nas regiões remotas”, prometeu.




