Prefeitura de SP testa WiFi gratuito em praça e diz que pretende cobrir toda a cidade
A prefeitura de São Paulo inaugurou nessa quinta-feira (31) o projeto Praça Digital, na Praça João Dom José Gasper, na região central de São Paulo, disponibilizando WiFi gratuito para teste da população. A rede será integrada com a Biblioteca Mário de Andrade.O projeto foi realizado em parceria com a Embratel, que forneceu um link de 34Mbps para acesso ao serviço, e com o apoio tecnológico do Idea, mas no primeiro momento, o teste deixou a desejar na conectividade, e muitos usuários não conseguiram acessar algumas páginas da web.
A meta da Prefeitura de São Paulo é disponibilizar o acesso gratuito em 120 praças até outubro desse ano, e além disso, ampliar o debate sobre WiFi gratuito em toda a cidade. Simão Pedro, secretário municipal de serviços, disse que pretende discutir o assunto em breve. “Devemos iniciar um diálogo com a cidade de São Paulo para discutir a possibilidade de abrir o sinal na cidade. Há experiência no mundo e de outros lugares que têm feito isso”.
A cobertura do serviço está prevista em bairros como Jaçanã, Vila Maria, Vila Guilherme, Itaquera, Cidade Tiradentes, Ermelino Matarazzo, Freguesia do Ó, Brasilândia, Pirituba, Parelheiros, Santo Amaro, Capela do Socorro, Campo Limpo, entre outros.
O processo de licitação acontecerá em um mês e definirá as futuras empresas responsáveis pela implantação do projeto. Marcelo Pimenta, diretor de infraestrutura do Prodam, explicou que uma vez homologado, haverá a fase do contrato. “Não sabemos quantos vão ser, mas haverá 4 lotes e cada empresa pode ganhar até 2 lotes. A expectativa é que tudo esteja pronto esse ano”, pontuou.
Exigências
Na ocasião, Sérgio Amadeu, professor de Políticas Públicas da Universidade Federal do ABC, e um dos responsáveis pelo teste junto à Prefeitura, pediu apoio à Embratel para aumentar a velocidade do link. “Agradeço a Embratel pelo apoio, mas a tendência é ter que aumentar esse link. Já calculamos cerca de 100 pessoas simultâneas, e quando as pessoas souberem o serviço está liberado, terá mais gente se conectando. Eu sei que existe problema de infraestrutura de telecom, mas pro processo dar certo, precisamos de link”, e Ricardo Menezes, diretor de vendas da prestadora disse que a empresa continuará apoiando o projeto e “fará todo esforço possível e impossível para garantir a melhor qualidade do serviço na praça”.
Simão Pedro também pediu apoio à população para monitorar a velocidade da rede e disse que o CGI.br ofereceu cerca de 270 medidores, e dois foram alocados na praça. “Estamos pensando em criar fóruns de usuários por praça para discutir as melhorias. Foi uma ideia que surgiu em audiência pública, mas a secretaria vai fiscalizar o serviço através da coordenadoria”, ele ressaltou que as empresas responsáveis deverão zelar pela segurança da infraestrutura de redes, e ressaltou que a prefeitura abrirá um novo concurso público para melhorar a segurança pública nessas áreas.
O secretário ressaltou que o objetivo do projeto é fazer com que a população se aproprie melhor dos espaços públicos e frequente as praças. “Isso aqui não é para um cidadão que não pode contratar um provedor ou que não tem condições de comprar um celular, um tablet, ou laptop. É para todos. Os cidadãos podem ter acesso à cultura, informações, trocar experiências e ideias”.




