Telefônica quer reverter queda na telefonia fixa
Com forte campanha publicitária na TV – esta semana começou a ser veiculado o segundo filme –, a Telefônica quer mostrar ao público paulista que o telefone fixo é complementar ao celular. E deve ser usado dentro de casa, por duas razões: sua tarifa é muito menor do que a do celular (seis vezes menor, comparada tarifa a tarifa, fora de planos especiais) e a qualidade superior. De acordo com Fabio Brugione, diretor executivo do segmento residencial, telefone fixo e celular não são excludentes, mas se completam. “Esse é o mote da campanha”, diz. A campanha é parte de uma estratégia maior para recuperar a perda do mercado da telefonia fixa para a telefonia móvel. No segundo semestre de 2009, a Telefônica ampliou seu portfolio de planos para a telefonia fixa, que deixam na mão do cliente definir quanto quer gastar e o que quer fazer a partir do seu fixo (fazer ou não DDD, ligar ou não para celular, etc.) Com essas medidas, Brugione espera não só segurar a queda na sua base de telefones fixos, que no ano passado encolheu 3% (fechou dezembro com 11,257 milhões de terminais fixos em serviço, dos quais 8 milhões residenciais), mas conseguir que ela volte a crescer. Embora a migração da telefonia fixa para a móvel seja uma tendência mundial e inexorável, Brugione acredita que é possível administrar esse ritmo.
Banda Larga
Também a banda larga rouba clientes da telefonia fixa, mas em número muito menor. Brugione diz que os dados da operadora indicam que dos seus clientes que migraram para a Net, 70 continuam sendo clientes da telefonia fixa da concessionária embora também tenham o Net Fone – o telefone fixo via IP que é vendido pela Net juntamente com sua banda larga.
Depois de perder terreno para a Net na banda larga em São Paulo – principalmente na época em que as vendas do Speedy ficaram suspensas por dois meses em 2009, por determinação da Anatel –, a Telefônica, diz Brugione, vem se recuperando. “Ganhamos market share nos últimos três meses”, assegura. A Telefônica fechou 2009 com 2,636 milhões de clientes de banda larga, registrando um minúsculo crescimento de 3% frente à expansão de seu principal concorrente, a Net, dez vezes maior (em toda a sua base e não só no estado de São Paulo).




