Plano de Banda Larga deve atender 300 cidades em 2010
Embora ainda não esteja concluída a costura do Plano Nacional de Banda Larga, o objetivo do governo é chegar até o fim do ano com a implementação das medidas de massificação do acesso à internet em 200 a 300 cidades do país.Segundo o coordenador das políticas de inclusão digital do governo federal, Cezar Alvarez – que coordena o grupo que elabora o PNBL – a ideia é eleger essas cidades de maneira que elas formem um quadro representativo das diferenças regionais do país.
“Essas 300 cidades terão que espelhar a realidade do Brasil. Não serão apenas cidades pequenas, nem apenas cidades grandes, onde há acesso, onde não há nenhum acesso. Será um grande ensaio comum da capacidade da sociedade, governo e iniciativa privada de construir um plano nacional para a banda larga”, disse Alvarez.
Cezar Alvarez, que nesta terça-feira, 9/3, participou de uma audiência pública sobre o PNBL na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado Federal, explicou que esse desenho fará parte das metas do plano para este ano. “O plano nasce com metas gerais, mas as metas para 2010 serão muito precisas”, explicou.
Durante a audiência no Senado, Alvarez e o ministro chefe da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, reiteraram que o objetivo do PNBL é garantir acesso à internet a todos os brasileiros, por um preço acessível e com qualidade para usufruir dos mais diversos serviços disponíveis pela rede mundial.
Também insistiram que o governo não tem objetivo de fornecer acesso final aos usuários, mas reconheceram que isso pode se tornar uma necessidade devido a falta de interesse das operadoras em determinados mercados do país.
Já as empresas, representadas na audiência pelo presidente da Abrafix, José Pauletti, voltaram a insistir na análise de que o principal componente para o alto preço da banda larga no país é a carga tributária. “O problema do país não é de oferta, mas de demanda. As pessoas não têm como pagar os preços que precisam ser cobrados”, ponderou Pauletti.




