Maioria dos brasileiros acredita que tecnologia pessoal ajuda a reduzir diferenças econômicas
Estudo da Microsoft apresentado na manhã de sexta-feira, 24/1, no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), revela uma percepção positiva de países em desenvolvimento sobre a influência da tecnologia pessoal em diversos aspectos econômicos, entre eles a criação de oportunidades de trabalho e a redução das disparidades econômicas. A pesquisa “Visões do mundo: como a tecnologia pessoal está mudando nossas vidas” ouviu mais de 10 mil internautas em 10 países, incluindo Estados Unidos, França, Rússia, China, Índia, Japão, Turquia e também o Brasil.Dos mil internautas entrevistados no Brasil, a maioria (80%) acredita que a tecnologia pessoal cria oportunidades de emprego. Para 72%, a tecnologia também ajuda a reduzir diferenças econômicas. Entre os países ouvidos, o Brasil é o que mais acredita na tecnologia como base do empoderamento econômico.
Em relação ao empreendedorismo, 82% dos brasileiros entrevistados creem que a tecnologia pessoal amplia a capacidade de criação de um novo negócio e 84%, que a tecnologia pessoal traz inovação aos negócios.
Sete em cada 10 brasileiros (73%) dizem que a tecnologia pessoal está contribuindo para o aprimoramento da educação. E 74% consideram que a tecnologia tem forte impacto na cultura e nas artes.
Para 61% a tecnologia pessoal também contribui para a melhoria da qualidade de vida. Mas 52% estão preocupados com a privacidade e 26% consideram a tecnologia um fator de risco para a segurança pessoal.
Comparados com outros países pesquisados, os cidadãos chineses são os que mais afirmam que a tecnologia pessoal impactou positivamente a liberdade pessoal.
Após notícias sobre revelações envolvendo o WikiLeaks e a Agência Norte-Americana de Segurança Nacional (NSA), o estudo constata que o mundo em desenvolvimento está mais disposto que o mundo desenvolvido a trocar privacidade por segurança. Dos dez países pesquisados, a Índia é o mais– e a Alemanha é o menos – disposto a sacrificar a privacidade pela segurança. Nesse quesito, 61% dos brasileiros ouvidos não concordam em abrir mão da privacidade pela segurança nacional.
Contudo, apesar das preocupações com a privacidade, quase três quartos dos pais ao redor do mundo querem que seus filhos tenham mais, e não menos, acesso à tecnologia pessoal, segundo afirma no blog da Microsoft Mark Penn, vice-presidente executivo de publicidade e estratégia da empresa, responsável pelo estudo. Segundo ele, nos países em desenvolvimento, os pais são especialmente favoráveis ao aumento do acesso das crianças à tecnologia. Enquanto isso, nos países desenvolvidos, as opiniões são mistas com mais pais sentindo que deve haver limites para o acesso à tecnologia.




