Governo trabalha para fazer do Expresso uma marca internacional
Já acostumado ao desenvolvimento através de comunidades, o Serpro aposta que o correio eletrônico seguro, que deverá ser implantado nos ministérios, vai ganhar reforços nessa linha. O Expresso, como é chamada a suíte de comunicação desenvolvida pela estatal, foi submetida ao escrutínio de especialistas em uma oficina voltada à discussão do programa e à busca de vulnerabilidades.“A grande palavra nesse momento para uma solução robusta chama-se cooperação, que se dá através de comunidade, de uma grande rede de pessoas e entidades colaborando em cima de uma solução que tem a marca do Brasil mas é internacional”, afirmou o presidente do Serpro, Marcos Mazoni, ao abrir nesta terça-feira, 28/1, um workshop de segurança de informação.
No campo “internacional”, Mazoni também adiantou que depois das negociações com o Uruguai – com quem foi assinado um acordo de transferência de tecnologia da nova versão do Expresso, V3, ainda no ano passado – outros dois vizinhos sulamericanos também tratam do tema com o Serpro: Venezuela e Paraguai.
Enquanto isso, o software começa nesta semana a ser discutido pela tal comunidade de interessados no desenvolvimento do Expresso. De um lado, especialistas da USP, Unicamp, UFPE e UnB, além dos institutos Militar de Engenharia (IME) e Tecnológico da Aeronáutica (ITA) fizeram considerações sobre diferentes facetas do desafio.
Haverá ainda grupos de discussão nos próximos dois dias sobre diferentes aspectos do desenvolvimento do correio eletrônico seguro, como criptografia, mobilidade, arquitetura de segurança, certificação e homologação. “Queremos reforçar a capacidade tecnológica dessa solução e um dos nossos principais objetivos é cooperar com o mundo universitário, com diferentes entidades, para isso”, completou Mazoni.




