Telecom Italia estaria planejando consolidação no Brasil e na Italia
Vale lembrar que quando a especulação do interesse da Telecom Italia na Oi surgiu em meados de setembro, depois de a Oi anunciar que contratou o BTG Pactual para avaliar uma oferta pela TIM Brasil, a própria TIM desmentiu o interesse por meio de fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Assim como na oferta de fusão com a GVT proposta à sua controladora francesa Vivendi (que acabou optando pela oferta da Telefónica), um aumento de capital na TIM Brasil poderia financiar a operação de compra da Oi. Marco Fossati, segundo maior acionista da Telecom Italia com cerca de 5% de participação por meio de sua empresa Findim Group, vem também desde a semana passada se declarando a favor de uma aliança entre TIM e Oi.
O fato é que a Telecom Italia avalia, sim, estratégias para continuar crescendo no mercado brasileiro, mas apenas um processo de due dilligence na Oi poderia assegurar um sinal verde para que a italiana prosseguisse com o negócio, já que os riscos envolvidos são altos. Além do alto endividamento de 14 bilhões de euros, a Oi traz consigo o peso regulatório da concessão de telefonia fixa, com obrigações de universalização nos rincões do Brasil – algo de que a TIM está livre no momento.
Os benefícios para a TIM seriam, basicamente, conseguir um backbone nacional de fibra ótica com maior capilaridade em redes metropolitanas e pode oferecer pacotes quad-play, adicionando o serviço de TV por assinatura a seu portfólio. A operação de DTH da Oi chegou a um milhão de clientes em setembro.
Mercado italiano
A Telecom Italia também estaria estudando alternativas para melhorar o desempenho em seu mercado doméstico. Também citando fontes próximas, Bloomberg e Reuters noticiam que o conselho de administração da holding italiana teria autorizado o CEO Marco Patuano a adquirir uma participação na Metroweb, um provedor italiano de redes de fibra ótica para acelerar os investimentos da Telecom Italia em seu país. A Metroweb está avaliada em cerca de 400 milhões de euros e a venda de torres italianas, ainda em processo, poderia ajudar a financiar a operação.




