Combos de serviços impulsionam o crescimento de telecom no Brasil

nov 4, 2014 by

Segundo a Frost & Sullivan, mercado obteve receitas de US$ 62,3 bilhões em 2013 e estima chegar a US$ 75,5 bilhões em 2019 a uma taxa composta de crescimento anual de 3,3%.

 

A baixa penetração de TV por assinatura, banda larga fixa e móvel, bem como serviços de valor agregado estão se traduzindo em um imenso potencial de crescimento para os provedores de serviços de telecomunicações no Brasil.

Aumentar os investimentos em fibra óptica e expansão da rede de banda larga móvel estão gerando maior largura de banda e abrindo possibilidades para novas aplicações, ampliando escopo de mercado. As reduções de custos de implantação e, conseqüentemente, a disponibilidade de serviços de baixo custo também estão impulsionando os serviços de telecomunicações, especialmente entre os consumidores de renda mais baixa.

Um novo estudo da Frost & Sullivan, Análise do Mercado Brasileiro de Telecomunicações, considera que o mercado obteve receitas de US$ 62,3 bilhões em 2013 e estima chegar a US$ 75,5 bilhões em 2019 a uma taxa composta de crescimento anual de 3,3%.

“Estratégias combinando ofertas de menor preço que visam segmentos com menor penetração e ofertas premium para aumentar a receita média por usuário estão fortalecendo a geração de receita”, disse Carina Gonçalves, analista de pesquisa de Tecnologias de Informação e Comunicação da Frost & Sullivan. “Nesse sentido, aplicações e produtos de valor agregado são utilizados como ferramentas de fidelização para fortalecer relacionamentos com os clientes.”

O surgimento das associações pequenas de TV a cabo e prestadores de serviços de Internet estão intensificando a concorrência no espaço brasileiro de serviços de telecomunicações, levando a reduções de preços e atração de consumidores. O uso de serviços over-the-top (OTT) também está estimulando o re-posicionamento de preço dos serviços tradicionais, incentivando assim as vendas.

As operadoras de telecomunicações também estão investindo bastante em suas próprias plataformas de vídeo on demand e de OTT para combater a ameaça de prestadores de serviços OTT, aumentando assim a eficiência. Dentro deste contexto, os serviços OTT e neutralidade da Internet são questões candentes que deverão ser amplamente discutidas nos próximos anos.

“Com o desequilíbrio da regulamentação para as operadoras menores e os impostos elevados acrescentados ao desafio, o Governo e a ANATEL – regulador de telecomunicações do país – têm um papel importante na melhoria do Plano Nacional de Banda Larga”, refletiu Gonçalves. “O regulador deve promover a partilha de infraestrutura e normalizar as tarifas para fomentar o crescimento e a concorrência no dinâmico mercado brasileiro.”

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