Após saída de Graciosa, governo repassa R$ 96 milhões ao CPqD
O Ministério das Comunicações parece ter apenas esperado a saída do presidente do CPqD, Helio Graciosa, para aprovar o plano de liberação de recursos para a Fundação. O orçamento de R$ 96 milhões até 2017 foi formalizado em na última quarta-feira (03/6), seis dias depois da carta de demissão de Graciosa.
O ministério chegou a sustentar que o plano de aplicação de recursos do Funttel – o Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações – estava pronto há mais de dois meses, mas teria sido adiado por conta do próprio CPqD, que desejava incluir outros projetos.
A aprovação do plano de recursos do Funttel foi republicada no Diário Oficial da União de segunda-feira (08/6), por incorreções na primeira, feita três dias antes. Ele prevê para o período R$ 35 milhões ainda para 2015 e outros R$ 61 milhões agregados para os anos de 2016 e 2017.
O calendário parece corroborar as queixas do demissionário Graciosa, que esteve à frente do CPqD desde a privatização do sistema Telebras, em 1998, quando foi transformado em fundação. Conforme notificou a própria entidade, a saída refletiu desgastes com “grandes instabilidades no recebimento de recursos”.
Como o governo sustenta não ter havido represamento de recursos, entre as versões para a demissão também circula a de que o governo estaria pedindo cargos para acomodar a coalização política, tendo com isso gerado os mencionados desgastes conforme Helio Graciosa comentou na carta de (28/5), em que avisa a saída.
Luís Osvaldo Grossmann e Luiz Queiroz, Convergência Digital, Terça-feira, 09 de Junho de 2015




