Universidade de Santa Cruz do Sul amplia em 10 vezes a capacidade de tráfego de rede wi-fi
Instituição investe em novo core de rede recém-lançado pela Extreme Networks, de altíssima disponibilidade, para suportar expansão projetada para a próxima década nos acessos móveis de docentes e alunos
De olho na tendência BYOD (Bring your Own Device) e no consequente aumento exponencial da quantidade de acessos simultâneos ao wi-fi, a Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC) resolveu dar um salto para o futuro ao atualizar o core de rede e, com isso, aumentou em 10 vezes a capacidade de fluxo de informações e suporte a aplicações acessadas diariamente pelos docentes e alunos.
A universidade do Rio Grande do Sul foi a primeira instituição de ensino no Brasil a adquirir o switch Black Diamond X8, equipamento recém-lançado pela fabricante Extreme Networks e o mais robusto da linha, para suportar uma infraestrutura de atendimento a grandes demandas. O projeto foi implantado pela TechDec Informática, parceira da Extreme.
“Tivemos um alto crescimento na quantidade de acessos à rede sem fio nos últimos anos, com aumento médio de mil dispositivos móveis por ano. Chegamos a picos de 6.500 conexões simultâneas e com essa expansão, a infraestrutura estava sendo utilizada em níveis próximos de 90% da capacidade”, explicou Hilton Dias, coordenador de informática da universidade.
A instituição possui hoje cerca de 13 mil alunos e, além do campus principal, tem outros quatro campi, um hospital universitário e a modalidade de Ensino a Distância, todos atendidos pela mesma rede Enterasys (companhia adquirida pela Extreme Networks em 2013), projetada e instalada em 2000.
O switch core utilizado desde 2008 até o mês passado, o modelo N7, possui portas de 1 Gb e já funcionava com módulos para expansão da capacidade. O novo Black Diamond X8 oferece até 768 portas de 10 Gb e 20 Tbps de capacidade, arquitetura de rede com a mais alta taxa de transferência do mercado e baixíssima latência. Foi desenvolvido para suportar a demanda por serviços baseados em nuvem e grande quantidade de acessos móveis.
Segundo Leandro Fava, líder da equipe de infraestrutura de Tecnologia da Informação e Comunicação, era preciso aumentar a capacidade e velocidade de tráfego para dar suporte à política de ampliação do acesso à rede por professores e alunos, principalmente como forma de estimular a pesquisa. Além disso, a substituição visou atender integralmente à necessidade de implantação de protocolo para endereçar com IP público todos os dispositivos conectados na rede da universidade.
Com a mudança, a instituição utiliza atualmente menos de 5% da capacidade do equipamento, oferecendo grande flexibilidade para a ampliação da rede nos próximos anos. “Existe uma demanda crescente não só no número de usuários e dispositivos, mas também de conteúdo, que exige uma disponibilidade cada vez maior da rede. Hoje estamos preparados para absorver com folga um crescimento para os próximos sete anos”, ressalta Fava.
IP News, Quarta-feira, 10 de Junho de 2015




