“Não se faz competição por decreto”, provoca Valente
Em nome das operadoras de telefonia fixa e móvel, Antonio Carlos Valente, presidente do Sinditelebrasil e da Telefônica, critica a tese de que o governo deve ingressar na oferta de serviços em banda larga para estimular a competição. Sindicato pede isenção de impostos e financiamento para promover a universalização das conexões rápidas.O Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal – Sinditelebrasil, entidade que congrega as operadoras de telecom, divulgou hoje uma estimativa afirmando que as empresas devem vender, até o final de 2010, mais quatro milhões de acessos em banda larga fixa e móvel. Esta previsão se fez após o primeiro trimestre ter fechado com base em 1 milhão de novos clientes.
Dentre os itens da lista de alavancas pleiteadas pela iniciativa privada estão a redução do imposto sobre a cadeia de valor, financiamento a condições favoráveis, disponibilidade de meios, licenciamento urbano, etc.
“O modem 3G tem 75% de imposto. Qualquer redução será repassada imediatamente para o usuário”, afirma Valente, “O governo poderia também trabalhar sobre a demanda, promovendo a redução do imposto na venda do serviço, e destinar os recursos dos fundos públicos”, finaliza.
Falta de Competição
De acordo com o IPEA, a falta de competição se deve ao alto preço do serviço e a não disponibilidade em muitos locais. O presidente da GVT, Amos Genish, afirmou que a competição incita à baixa dos preços e faz com que a qualidade aumente, mas reconhece que algumas localidades somente serão atendidas se subsidiadas pelo governo.
Valente, em contraponto, apontou que “é desejável um nível maior de competição, desde que haja competidor interessado. Não se faz competição por decreto.”




