Sociedade civil elogia o PNBL, mas quer velocidade maior
Os representantes da sociedade civil reconheceram hoje a importância do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), apresentado em detalhes pelo coordenador dos Programas de Inclusão Digital da Presidência da República, Cezar Alvarez, em reunião na Casa Civil. Eles destacaram, entretanto, que o país não pode deixar de incorporar velocidades de acesso mais altas de conexão, semelhantes a adotadas em outros países.
O diretor da Casa da Cultura Digital e professor da Universidade Federal do ABC, Sérgio Amado, recomendou que o governo realize pesquisa sobre um novo uso do espectro radioelétrico, sobretudo as novas soluções tecnológicas, que facilitaria o aumento dos 512 Kbps prometidos para pelo menos 1 Mbps. Ele salientou que a participação da sociedade civil na construção desse plano irá evitar distorções como as resultantes da privatização das telecomunicações. “O Brasil tem os serviços de telecomunicações entre os mais caros do mundo e a internet não chega não só no Nordeste e no Norte, mas também na periferia de São Paulo”, disse.
O representante do CGI.Br, Carlos Afonso, acha que o governo irá conseguir aumentar as velocidades assim que começar a negociar o custo do trânsito, o preço deve cair e, consequentemente, aumentar as velocidades. “Tenho certeza que em 2014 o governo já estará falando em velocidades de 5 Mbps”, disse.
Para a presidente da Coletivo Digital, Beatriz Tibiriçá, a grande novidade do plano é a criação do Fórum Brasil Digital, que reunirá sociedade civil, academia , iniciativa privada e o próprio governo, para traçar as ações do plano.




