Brasil fica nas últimas posições em ranking de experiência de uso da banda larga fixa
Segundo uma pesquisa feita pela consultoria britânica Ovum, a maioria dos usuários de redes fixas de acesso à internet precisa de conexões de, pelo menos, 10 Mbps de velocidade de download para satisfazer suas expectativas de navegação.
Além da velocidade, a Ovum lista outros dois itens fundamentais para a garantia da experiência de quem tem banda larga: redes estáveis e confiáveis que entreguem conteúdo em até 3 segundos; além de um serviço de atendimento capaz de resolver a maioria dos problemas no primeiro ponto de contato.
O estudo combinou pesquisa com consumidores com dados de mercado de banda larga fixa em 30 países (Brasil inclusive) e “confirmou que o crescimento de vídeos em SD e HD é lugar-comum e está direcionando a experiência do usuário”. Daí a necessidade de redes capazes de suportarem vídeo em alta qualidade, conclui a Ovum.
“Os domicílios dos mercados maduros contam, tipicamente, com até quatro equipamentos conectados à rede, todos com potencial de suportarem uma ampla gama de aplicações”, diz um dos coautores do estudo da consultoria britânica, Michael Philpott.
Com essa análise sobre 30 países, a Ovum criou um placar global de experiência de banda larga. Esse ranking leva em conta critérios objetivos de conectividade, mas também subjetivos, a partir do que sentem os entrevistado. A Suécia se destacou com o melhor índice (88%), enquanto o Egito teve o pior (30%). O Brasil, com 50%, ficou em 21o entre os 30.
“Desde que os serviços de banda larga foram lançados há uma discussão sobre qual a definição de banda larga e quanta velocidade os usuários realmente precisam. Em 2015, a resposta é ‘pelo menos 10 Mbps’ se você quiser uma boa experiência. Mas um número significativo de lares, mesmo em países desenvolvidos, ficou bem abaixo dessa marca”, afirma Philpott.
Luís Osvaldo Grossmann, Convergência Digital, Segunda-feira, 14 de Setembro de 2015




