Profissionais reagem e denunciam ‘pressões espúrias’ das teles

maio 18, 2010 by

Os funcionários da Telebrás cedidos à Anatel reagiram às cartas dos presidentes das concessionárias e da Abrafix que, na prática, sugeriram o isolamento desses servidores das decisões do órgão regulador. Por meio de carta da Protelecom – Associação Nacional dos Profissionais e Usuários das Telecomunicações Brasileiras – eles sustentam que as suspeitas levantadas pelas teles são “acintosas e desrespeitosas” e fazem parte de “pressões espúrias recheadas de razões inconfessáveis”.


A carta da Protelecom foi enviada ao Conselho Diretor da Anatel um dia depois da divulgação do comunicado da Abrafix, em que a entidade, “tendo em vista a presença simultânea de funcionários da Telebrás nesta Operadora e na Anatel“, pede que a Anatel adote “todas as medidas cabíveis para evitar conflitos de interesse e garantir a confidencialidade dos dados das empresas”.

“Estranha-nos agora que, depois de tanto tempo e tantas realizações em prol do desenvolvimento de uma regulação setorial reconhecida pelo seu êxito, tais suspeitas sejam proclamadas de forma tão acintosa e desrespeitosa, como se os funcionários fossem mudar sua conduta ética e sua consciência em decorrência de um fato relevante ou de qualquer outra decisão governamental”, diz a carta da Protelecom.

Segundo a associação, “o que se põe em discussão pela Abrafix é a legitimidade do Estado brasileiro em regular e ao mesmo tempo prestar serviços de telecomunicações”. Diz ainda que “essas ‘suspeitas’ fazem parte de um conjunto de pressões espúrias recheadas de razões inconfessáveis, até então nunca utilizadas, devem ser combatidas na sua origem não só pelos profissionais diretamente afetados, mas por todos os atores, sejam públicos ou privados, que compõe a sociedade brasileira”.

Finalmente, sustenta que “ as ilações trazidas na carta dirigida pelas prestadoras que compõem a Abrafix são primárias nas suas estratégias e em nada contribuem para o desenvolvimento do setor. Pelo contrário, vêm em prejuízo incomensurável dele, pois o que está se colocando em suspeita, em última instância, não é apenas o papel dos empregados da Telebrás, mas o de todos os integrantes da administração federal”.

O presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, respondeu ao documento da Protelecom através de uma mensagem publicada no jornal interno da agência. Nela, sustenta que “entre os profissionais de rigor técnico e notório conhecimento, os empregados da Telebrás sempre demonstraram sua idoneidade e seu compromisso com o país”. Ele lembrou que “com o Plano Nacional de Banda Larga, muitos desses valorosos profissionais poderão ser chamados a novos desafios e outros tantos poderão prosseguir, contributivos e atuantes, seus trabalhos na Anatel”.

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