Teles investiram R$ 2 milhões para facilitar bloqueio de celular roubado

mar 9, 2016 by

As operadoras móveis investiram R$ 2 milhões para permitir que o sistema de bloqueio de celulares extraviados ou roubados funcione a partir do número da linha, quando quem o pede não souber informar o IMEI, Identidade Internacional de Equipamento Móvel, na sigla em inglês. É como informar a placa no lugar do número do chassi, se o bloqueio fosse em um automóvel.

Segundo o sindicato nacional das empresas, as novas funcionalidades vem sendo implantadas desde o fim do ano passado, a depender da operadora. E como festejado pela Anatel nesta mesma terça, 8/3, elas buscam endereçar o aparente aumento nos furtos e roubos de celulares.

As estatísticas são esparsas e nem todos os estados divulgam números específicos sobre isso – misturando-se nos casos de roubo e furto em geral. Números do Rio de Janeiro indicam que por lá foram mais de 12 mil casos no ano passado – 55% acima do registrado em 2014. Dados de São Paulo indicam ser o objeto mais roubado depois de cartões bancários (e que a alta foi de 149% em 2014, mas não há ainda dados de 2015).

Há outros sinais de que se trata de um problema crescente, como o surgimento de um mercado de seguros ou mesmo o número de aparelhos bloqueados. O sistema que bloqueia aparelhos existe de 2000, mas como mencionado exigia que a vítima soubesse o IMEI (o chassi do celular). Mesmo assim, foram bloqueados nesses 15 anos 6,5 milhões de celulares. Mas 20% deles, 1,3 milhão, apenas no ano de 2015.

Luís Osvaldo Grossmann, Convergência Digital, terça-feira, 08 de março de 2016

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