Gastos com serviços em nuvem ultrapassarão US$ 68 bi em 2010
De acordo com o Gartner, as verticais de finanças e de manufaturas são as que mais alavancam o segmento, que cada vez mais desperta o interesse do setor público.
Analistas da IDC são cautelosos ao recomendar sistemas em nuvemA receita mundial de serviços em nuvem deve chegar a US$ 68,3 bilhões em 2010, prevê o Gartner. Esse número representa um aumento de 16,6% se comparado aos US$ 58,6 bilhões de 2009. Para a companhia, a indústria está pronta para um forte crescimento até 2014, quando a receita global poderá ser de US$ 148,800 milhões.
“Nós estamos vendo uma aceleração da adoção da computação e serviços em nuvem entre as organizações e uma explosão do lado da oferta”, disse Ben Pring, vice-presidente de pesquisas do Gartner. O instituto estima que, ao longo dos próximos cinco anos, as organizações investirão US$ 112 bilhões, acumulados, em software como serviço (SaaS), plataforma como serviço (PaaS) e infraestrutura como serviço (IaaS) combinados.
Os mercados norte-americano e europeu representam os maiores mercados do ponto de vista geográfico, e ao mesmo tempo, outras localidades ao redor do mundo irão crescer, porém, sem alterar a estatística das regiões mais maduras.
Segundo o Gartner, a parte dos EUA representou 60% no ano passado e deve ser de 58% em 2010. Porém, em 2014, a previsão é de que o valor seja diluído a 50% quando outros países começarem a adotar os serviços em nuvem mais significativamente. Já na Europa Ocidental, o esperado é 23,8% do mercado para este ano. A previsão para 2014 no Reino Unido é de 29% da receita de serviços em nuvem.
Em termos de indústria, os services financeiros e indústrias de manufatura são os que mais adotam cloud services. Comunicações e indústrias de alta tecnologia também aumentaram o volume, enquanto o setor público também se interessa pelo potencial dos serviços em nuvem e na participação no mercado global.
Entretanto, Pring disse que muitas empresas ainda estão preocupadas com a idéia de cloud computing. “Segurança é o principal motivo, além de disponibilidade do serviço, viabilidade do fornecedor e maturidade”, afirmou.




