Abinee acusa Argentina de quebra de acordo comercial prévio
Barbato assinala que produtos chineses estão ganhando mercado
O segmento eletroeletronico brasileiro vem perdendo mercado para concorrentes chineses na Argentina nos últimos anos. Este fenômeno não ocorre apenas com setor eletroeletrônico e se repete em outros segmentos industrias. Segundo críticas feitas em evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) para discutir relações comerciais entre os dois países, essa retração é agravada por uma política de proteção industrial da Agentina, que segundo os empresários, não cumpre seus acordos comerciais com o Brasil.
As exportações de celulares para a Argentina caíram 65% entre primeiro 2010 e 2011, segundo dados do CNI, e a venda de computadores também vem diminuindo. No setor de máquinas e aparelhos eletrônicos, a China já representa 27% das importações da Argentina, ante 8% do Mercosul como um todo, de acordo com a consultoria argentina, Abeceb.
Para o presidente da Abinee, esta perda de mercado vai além das recentes políticas do governo argentino para incentivas a produção nacional, e também implicam “interesses nitidamente comerciais” que quebram acordos comerciais prévios entre os dois países. “Não posso aceitar desvio de comércio”, disse o executivo.
Embora reconheça o não cumprimento de acordo pelo país, o consultor da Abeceb, Dante Sica, afirma que a China também sofre restrições do governo argentino. Enquanto medidas como licenças não automáticas, regras antidumping e barreiras aduaneiras afetam 20% das importações brasileiras como um todo, para os importadores chineses essas mesmas medidas afetam 32%. Já as retaliações brasileiras afetam, segundo ele, 38% das exportações argentinas para o Brasil, entre todos os segmentos.




