Ações da OI e da Tim oscilam com possível saída de Bava e com especulações sobre fusão.
A TIM não vai comentar sobre a informação de que a Telecom Italia teria contratado o banco de investimentos do Bradesco para assessorar a compra da Oi, noticiada pela agência Bloomberg e depois confirmada pela Reuters na última sexta-feira. Recentemente, em comunicado, a operadora italiana negou interesse de compra da tele brasileira, mas fontes do mercado veem como natural este movimento, depois que empresa perdeu a compra da GVT para a Telefónica. Embora a TIM tenha baixas dívidas, a sua controladora está também fortemente alavancada, o maior problema para assumir a telco brasileira, que também tem dívidas de mais de R$ 42 bilhões.
Mesmo assim, as ações da operadora de celular brasileira estão em alta de 0,5%, assim como da Portugal Telecom, que subiam 4,37% na bolsa portuguesa, nesta segunda-feira(6). Já os papéis da Oi estavam oscilando para baixo , devido à informação publicada pela revista Veja neste final de semana, de que o principal executivo da operadora está de malas prontas. Na Itália, as ações da tele italiana subiram 3,4% com os novos rumores.
O jornal português Negócios informou que a empresa francesa Altice, que controla a Cabovisão naquele país, estaria interessada em adquirir a PT, caso a operação pretendida pela operadora italiana se concretize. Para analistas de mercado, essa operação faz sentido porque permitiria à Oi financiar uma eventual operação de consolidação com a TIM, no caso de a Oi ser a compradora.
As mudanças na direção da Oi, com a saída do presidente Zeinal Bava foram noticiadas ontem. Segundo a Veja, os acionistas controladores não apoiam mais o executivo, após as trapalhadas da Portugal Telecom na fusão com a tele brasileira. O atual diretor financeiro da operadora, Bayard Gontijo, deverá assumir o cargo de presidente interino. A saída de Zeinal Bava já era tida como certa desde que a família Espírito Santo provocou um rombo de 1 bilhão de euros na Portugal Telecom, e consequentemente na Oi, sob a gestão de Bava. A data de sua saída é que gerava dúvidas. Para alguns analistas, ela só ocorreria em março do próximo ano, após a concretização da operação para o ingresso na Oi no novo mercado. Alguns comentavam que ela ocorreria ainda este ano. Conforme a Veja, a saída de Bava se concretiza ainda esta semana.




