Ancine já discute com empresas alteração em Condecine para vídeo por demanda

jun 6, 2013 by

A Ancine pretende rever a normatização referente ao pagamento da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine) para o serviço de Vídeo Sob Demanda (VOD, na sigla em inglês) e, para isso, já vem chamando as empresas prestadoras de serviço para dialogar sobre alternativas.

A Agência Nacional do Cinema, que regula também o mercado de TV paga, também estaria preocupada com a situação de prestadores de serviço que não tem base geradora no Brasil, caso do Netflix, por exemplo, com quem tem buscado diálogo sobre a situação.

A avaliação da agência é que o atual modelo de cobrança da contribuição inviabilizaria o negócio. No entanto, para mudá-lo seria necessário, segundo avaliação de alguns, alterar a Medida Provisória 2.228/2001, com redação dada pelo art. 26 da Lei 12.485, o que envolveria o Congresso Nacional, algo visto como um complicador.

Para outros, a revisão normativa do Condecine para o OTT seria uma oportunidade para rever outras distorções como o tratamento igualitário das obras a fim de pagamento da taxa – seja ela um sucesso global como Avatar ou um filme iraniano. Além disso, permitiria rever a cobrança do Condecine a cada cinco anos, o que impediria o desenvolvimento da chamada cauda longa, em que uma mesma obra segue sendo distribuída por muitos anos.

Mas a alternativa de alteração da lei não é consenso. Outros especialistas em regulamentação do audiovisual, no entanto, entendem que para alterar a taxa de Condecine dos VOD bastaria a revisão da definição de vídeo por demanda como um segmento específico de mercado (conforme a IN 105). “Esse foi um ponto polêmico dentro da própria Ancine. O vídeo sob demanda, da perspectiva do usuário, por exemplo, é uma espécie de TV paga”, afirmou uma fonte próxima ao assunto.

A Ancine divulgou o montante total de Condecine arrecadado até maio – R$ 888 milhões – que serão destinados ao Fundo Setorial do Audiovisual. No entanto, a agência não divulga qual o porcentual de contribuição de cada um dos segmentos de mercado. Mas a participação das operadoras de telecom deve ser de mais de 90%, ou de cerca de R$ 800 milhões.

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