BNDES defende poder de compra do governo com investimento em P&D
O banco estuda linhas de financiamento diferenciadas para tecnologia nacional. O uso do poder de compra do governo para alavancar a indústria e tecnologia nacionais – recentemente aprovado pelo Congresso Nacional – deve criar outros instrumentos para estimular também o aumento dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento no páis, defendeu hoje Lilian Ribeiro Mendes, gerente do departamento de Indústria Eletrônica do BNDES.Ela porpõe que, nas compras governamentais, sejam criadas cláusulas contratuais para que as médias e grandes empresas que venderem ao governo tanham compromisso em investir em pesquisa e desenvolvimento no país.
Lilian, que participou de simpósio promovido hoje pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, apresentou o estudo da economista do banco, Regina Gutierrez sobre a lei de informática e seus resultados de 2008 que constatou que, entre os acertos da lei – que cria incentivo fiscal para a produção local de bens de informática e telecomunicações – está o efetivo estímulo à pesquisa e desenvolvimento. Conforme o resultado do estudo, as empresas incentivadas aplicaram 25% a mais em P&D do que as contrapartidas exigidas. Entre as deficiências, o estudo apontou para a ausência de projetos de equipamentos no Brasil.




