Brasil deve ser próxima parada para investimentos globais em cloud computing
Gigantes como Salesforce, Amazon e Google, para citar apenas alguns poucos exemplos, têm olhado com atenção para o mercado brasileiro como próximo destino de seus data centers. A afirmação foi feita nesta terça-feira, 13/04, por Daryl Plummer, vice-presidente administrativo do Gartner, durante a IX Conferência Anual de Tecnologias Empresariais, realizada em São Paulo.
Segundo Plummer, o bom ritmo e a estabilidade da economia brasileira – que, em suas palavras, se recuperou da recente crise econômica mundial muito mais rapidamente que Estados Unidos e Europa Ocidental – devem atrair provedores de serviços de cloud específicos para o Brasil.
“As empresas podem não querer ter seus dados ou serviços em outros países. Além disso, o Brasil é um país com mão-de-obra emergente”, observou. O executivo também falou das tendências da computação em nuvem e das mudanças de cultura que ela deve representar nas organizações.
“As empresas precisam parar de pensar em alinhar a tecnologia aos negócios”, afirmou o vice-presidente do Gartner. “Elas devem manter o foco na função de negócios que precisam e alinhar suas demandas ao mercado. Com o advento da computação em nuvem, as companhias devem contratar serviços, e não tecnologia”, explicou.
Plummer reforçou essa visão ao desvendar alguns mitos relacionados ao cloud computing. Segundo ele, uma empresa não pode comprar, tocar ou vender cloud computing. “Cloud computing só existe quando há a oferta de serviços envolvida. E é o serviço que deve ser contratado”, destaca.
O analista também alerta que é mito a mensagem de que “tudo deve estar na nuvem”. Ele explica: “o mercado ainda não está pronto para isso. Teremos modelos híbridos pelos próximos dez anos”, garante.
De acordo ainda com Plummer, as empresas que atualmente vendem produtos de tecnologia para corporações passarão a fazê-lo para aquelas companhias que entregam plataformas e infraestruturas tecnológicas. “Teremos uma mudança de modelo e a tendência é que cada vez mais as empresas comprem serviços ao invés da tecnologia em si”, completa.




