Brasil é 61º em relatório que mede aplicação de TIC no desenvolvimento
Estudo avalia preparo dos países para usar tecnologias da informação e comunicação no ambiente regulatório, empresarial e de infra-estrutura; preparo de indivíduos, empresas e governos; e a implementação real da oferta disponível. O Brasil perdeu dois pontos no ranking 2009/2010, produzido pelo World Economic Forum em colaboração com a INSEAD.
O estudo avalia o nível de preparo dos países para usar a TIC em três áreas: no ambiente regulatório, empresarial e de infra-estrutura da TIC; o preparo dos três principais grupos – indivíduos, empresas e governos – para usar e aproveitar da TIC; e a implementação real das últimas tecnologias de comunicação e informação disponíveis.
O Brasil caiu para a 61ª colocação (2 lugares) no ranking do Relatório Global de Tecnologia da Informação 2009-2010, divulgado hoje pelo World Economic Forum. Barbados (35º) lidera a região da América Latina e do Caribe em preparo tecnológico, seguido pelo Chile (40º), Porto Rico (45º) e Costa Rica (49º), os únicos países da região entre as 50 primeiras colocações. A Suécia está em primeiro lugar, seguida pela Cingapura, a Dinamarca (que perde a liderança após três anos), a Suíça e os Estados Unidos, que cairam dois lugares. Os países nórdicos como Finlândia (6º) e Noruega (10º), junto com o Canadá (7º), Hong Kong (8º) e a Holanda (10º) completam as 10 primeiras posições. O relatório destaca a importância de TIC como plataforma para um mundo mais sustentável em termos econômicos, ambientais e sociais após uma das piores crises das últimas décadas.
“A maior capacidade da Suécia, da Cingapura e da Dinamarca de implementar a TIC como plataforma para desenvolver crescimento econômico sustentável no longo prazo aproveita da mesma postura, que nasce do foco tradicional do governo e do setor privado em educação, inovação e acesso e difusão de TIC”, afirma Irene Mia, Economista Sênior da Rede de Competitividade Global do World Economic Forum e editora conjunta do relatório.
“O sucesso desses países mostra a importância de uma visão compartilhada da TIC, a adoção de abordagens por todas as partes interessadas da sociedade de um país para aproveitar dos avanços da TIC no cotidiano e como parte de uma estratégia de competitividade mais abrangente.”
O relatório é produzido pelo World Economic Forum em colaboração com a INSEAD, escola internacional de negócios, dentro da estrutura da Rede de Competitividade Global e o Programa de Parceria Industrial para as Indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações, do World Economic Forum.
Em sua nona edição e com uma cobertura inédita de 133 economias mundiais, o relatório ainda é a maior e mais consagrada avaliação internacional do impacto de TIC no processo de desenvolvimento e competitividade de nações.
O estudo avalia preparo dos países para usar a TIC no ambiente regulatório, empresarial e de infra-estrutura da TIC; o preparo dos três principais grupos – indivíduos, empresas e governos – para usar e aproveitar da TIC; e a implementação real das últimas tecnologias de comunicação e informação disponíveis.
Com o tema de TIC para a Sustentabilidade, o relatório desse ano explora as várias ligações diferentes entre a TIC e a sustentabilidade em todos seus formatos.
O Índice de Tecnologia da Informação (ITI) avalia o nível de preparo dos países para usar a TIC em três áreas: no ambiente regulatório, empresarial e de infra-estrutura da TCI; o preparo dos três principais grupos – indivíduos, empresas e governos – para usar e aproveitar da TIC; e a implementação real das últimas tecnologias de comunicação e informação disponíveis.
O ITI é baseado em dados no domínio público, de instituições e profissionais do setor de viagens e turismo e nos resultados da Pesquisa de Opinião de Executivos, uma pesquisa anual de grande alcance desenvolvida pelo World Economic Fórum, em conjunto com seus institutos parceiros (principais institutos de pesquisa e organizações comerciais) nos países analisados no relatório. A pesquisa oferece dados inéditos a respeito de vários aspectos qualitativos para avaliar o preparo tecnológico de cada nação.
“Durante mais de uma década, O Relatório Global de Tecnologia da Informação é o Índice de Tecnologia da Informação contribuíram para elevar o reconhecimento da importância da TCO como uma das principais ferramentas no desenvolvimento de políticas para aumentar o desenvolvimento e a competitividade”, explica Soumitra Dutta, Professor Roland Berger de Negócios e Tecnologia da INSEAD e editor conjunto do relatório.
“Estamos muito satisfeitos com o apoio que essa série de relatórios oferece para legisladores e outros participantes desse processo no mundo inteiro. Esperamos que, mais uma vez, a edição desse ano seja útil, contribuindo para aumentar a percepção da TCI como uma peça importante na construção de um mundo melhor, mais justo e mais sustentável”.
A análise de múltiplos países, que abrange os fundamentos de competitividade em TIC, oferece informações comparativas de grande utilidade na hora de tomar decisões empresariais, agregando valor aos governos que desejam melhor o panorama TIC.
Uma atualização da ITI é seguida por contribuições especializadas de acadêmicos e profissionais da indústria, explorando aspectos diferentes da contribuição feita pela TIC para desenvolver uma economia e um mundo mais sustentáveis, além de desenvolver a sustentabilidade ambiental, a infra-estrutura banda larga e a computação em nuvem. Além disso, o relatório inclui quatro análises mais detalhadas que exploram algumas experiências nacionais que adotaram a TIC para aumentar a competitividade: da Espanha, da Irlanda, da Tunísia e da China.
O relatório inclui perfis detalhados dos 133 economias analisadas, oferecendo um retrato da penetração e utilização de TIC em cada economia. O relatório também inclui uma seção dedicada a tabelas de dados que inclui cada indicador utilizado no cálculo do Índice.
Os editores do relatório são Soumitra Dutta, Professor Roland Berger de Administração e Tecnologia, INSEAD, France, e Irene Mia, Diretora e Economista Sênior, Rede de Competitividade Global, World Economic Forum.




