Brasil leva à ONU proposta de nova governança contra invasão de privacidade
A presidenta Dilma Rousseff disse nesta sexta-feira, 06/09, em São Petersburgo, na Rússia, que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se comprometeu a assumir a responsabilidade direta pela investigação das denúncias de espionagem a dados pessoais dela, de assessores e de cidadãos do Brasil. Os dois presidentes tiveram um encontro bilateral nessa quinta-feira, 05, paralelo às atividades da 8ª Cúpula do G20, países que englobam as maiores economias mundiais.
“Obama assumiu responsabilidade direta e pessoal pela investigação das denúncias de espionagem”, disse Dilma antes de embarcar de volta para o Brasil. “O presidente Obama se comprometeu a responder ao governo brasileiro até quarta-feira (11) o que ocorreu”. O interessante é que esse posicionamento pode sair no dia que os americanos vão lembrar os 12 anos do atentado de 2001, que derrubou as torres gêmeas e matou mais de 3 mil pessoas.
Dilma disse ainda que vai propor, na ONU, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, no dia 24 de setembro, em Nova Iorque, “uma nova governança contra invasão de privacidade”. Durante coletiva à imprensa antes de embarcar, Dilma também informou que “o Brasil não reconhece uma ação militar na Síria sem a aprovação da ONU”.
Segundo a presidenta, sua primeira visita com honras de chefe de Estado aos Estados Unidos depende do desdobramento do caso e das explicações dadas pelo governo norte-americano. “A minha viagem a Washington depende das condições políticas a serem criadas pelo presidente Obama”, disse. No último dia 2, Dilma sinalizou com a possibilidade de adiar ou até mesmo cancelar a visita, marcada para 23 de outubro. Ontem, o Planalto confirmou o cancelamento do envio, a Washington, da equipe formada por funcionários da Presidência da República, responsável por preparar visita.




