Brasil ocupa 42° posição em ranking de economia digital
O Brasil ocupa atualmente a 42ª colocação em ranking que avalia a capacidade de 70 países de absorverem novas tecnologias de informação e comunicação e aplicá-las a favor do desenvolvimento econômico e social. O Ranking Economia Digital 2010, elaborado pela divisão de consultoria da IBM e pela Unidade de Inteligência da Economist, traz a Suécia na primeira posição, seguida pela Dinamarca, Estados Unidos e Finlândia.
Na América Latina, o Brasil ocupa o 2° lugar do ranking, perdendo para o Chile. Na classificação geral, a Argentina aparece na 46ª posição, Peru na 53ª, Venezuela na 55ª e Equador na 60ª. Entre os países do Bric, o Brasil manteve a liderança apresentando o melhor ambiente geral para o crescimento do e-commerce.
Para elaborar o ranking, foram usados mais de 100 critérios quantitativos e qualitativos, organizados em seis categorias, com pesos diferentes: infraestrutura de tecnologia e conectividade (20%); ambiente de negócios (15%); ambiente social e cultural (15%); ambiente jurídico (10%); visão e política do governo (15%); e adoção por empresas e consumidores (25%).
O Brasil, que se manteve na 42ª colocação na comparação com o ano passado, melhorou em 2010 sua avaliação na categoria “ambiente de negócios”. Por outro lado, o país piorou de desempenho nos quesitos “visão e política do governo” e “ambiente social e cultural”, com queda substancial na nota de nível educacional.
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Na categoria “infraestrutura de tecnologia e conectividade”, o Brasil recebeu nota três em uma escala que vai até dez, já que a internet cresceu menos no país em 2009. O levantamento não apontou alterações nas notas de “ambiente jurídico” e “adoção por empresas e consumidores”. Nas 11 edições do levantamento, a melhor posição alcançada pelo Brasil foi a 41ª, em 2006.
Esta edição do ranking avaliou também os quesitos de qualidade da banda larga e conexões de fibra e 3G, o que provocou a queda de colocação em alguns dos países europeus que aparecem no top 10. Neles, a disponibilidade de internet ultra-rápida ainda precisa ser aprimorada.
Em contrapartida, as economias asiáticas que investiram pesado na infraestrutura para a internet, subiram consideravelmente no ranking. “No cenário de economia digital, é indispensável que os serviços de data e voz sejam confiáveis, convenientes e acessíveis”, diz Felipe Botto, Líder da Prática de Estratégia e Transformação da IBM Brasil.
“Para um forte avanço no desenvolvimento digital é necessário ações em diferentes frentes. Na Suécia, a atenção do governo para a tecnologia da informação, o empenho na educação e desenvolvimento cultural ajudam no crescimento do número de usuários de serviços digitais”, afirma Botto.
No ranking, os países nórdicos conquistaram quatro das seis primeiras colocações, com bom desempenho em todas as categorias. Nesta edição, destacaram-se especialmente a Finlândia, o Japão e a Coréia do Sul, que subiram em um ano seis posições.




