Cibersegurança:’não há espaço para amadores, não improvisem’, adverte especialista

maio 16, 2014 by

“O CEO precisa parar de pensar que a segurança cibernética é um problema do gestor de tecnologia. Isso é uma maneira muito errada de enxergar”, adverte Paulo Pagliusi, doutor em Segurança da Informação, que participou da BITS 2014.

 

Especialista na área – ajudou a TV Globo a analisar o impacto das denúncias feitas por Edward Snowden – ele  manda um recado  às empresas. “Não há espaço para amadores no mundo cibernético. Não improvisem. O que está em jogo não é a área de TI, mas, sim, o negócio como um todo. Muitas empresas quebraram ao errar na estratégia”, sustentou.

Pagliusi diz que as denúncias do ex-técnico da CIA – “ao levantar o tapete da sala e mostrar toda a sujeira que todo mundo ligado à segurança já sabia existir’ – deflagrou uma revolução e exige uma reestruturação radical.

“As normas de conformidade e compliances são configuradas para uma era pré-Snowden. A defesa precisa ser pró-ativa. É inteligência que se busca nesse combate. O atacante não segue padrões. Ele não tem um manual de boas práticas”, adverte.

Na entrevista exclusiva, Pagliusi lembra que o mundo vive a 5ª era da TI, na qual a computação social, alicerçada pelos pilares – computação em nuvem, big data, mobilidade e redes sociais – torna todo o processo de TI ainda mais complexo. “E a segurança cibernética é uma pimenta que só faz aumentar essa complexidade”, detalha.

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