Com Amos, Telefônica Vivo retoma o modelo de comando único
No próximo dia 28 de maio, data prevista, os nomes que compõem a nova diretoria da Telefônica Vivo serão formalmente eleitos pelo Conselho Diretor da operadora, que se reunirá depois que a Assembléia Geral Extraordinária aprovar todo o processo de compra da GVT. Com a posse de Amos Genish, até então presidente da GVT, na presidência da Telefônica Vivo, o grupo espanhol retomará o modelo de comando único que vigorou logo após a privatização, quando Manuel Garcia y Garcia dirigiu a empresa.A volta ao modelo antigo de gestão foi definida pelo comando do grupo Telefónica para evitar os conflitos naturais em comandos duplos. “O modelo de comando duplo, como um executivo com as funções institucionais e outro com as funções operacionais, foi adotado quando Fernando Xavier substituiu Manuel Garcia. E foi mantido quando Antonio Carlos Valente substituiu Fernando Xavier”, lembra um executivo do grupo. Só que o modelo nunca evitou o choque de personalidades diferentes, o que, de acordo com a avaliação do board espanhol, acabou prejudicando o desempenho operacional da operadora. “Foi por isso que decidiu-se voltar ao comando único”, informou.
E o comando único dessa vez não foi depositado nas mãos de um espanhol de confiança do board, mas de um israelense responsável pela implantação da GVT no Brasil e pelo sucesso de sua operação, que nesta semana completou 15 anos com direito a comemoração em alto estilo. A festa do aniversário de 15 anos da GVT, realizada em São Paulo e oferecida a clientes e executivos do setor, mostrou o prestígio de Amos Genish junto aos espanhóis. Estiveram presentes o presidente mundial da Telefónica, Cesar Alierta, e o segundo homem da hierarquia, Jose Maria Alvarez- Palette, que aproveitaram a viagem ao Brasil para uma visita de cortesia ao ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini.




