Copa 2014: Acesso à Internet é desafio nos estádios do Rio de Janeiro

out 4, 2011 by

Acessar a Internet e, por tabela, as redes sociais, nos estádios de futebol foi tema do painel TI Esportes, realizado no dia 29 de setembro, no Rio Info 2011. Ficou constatado que a questão da infraestrutura de telecom é um problema que já afeta o dia-a-dia dos profissionais do setor no Rio de Janeiro – uma das 12 cidades-sede e onde acontecerá a grande final do evento.

“O Engenhão (localizado na zona norte da cidade) não tem acesso à Internet. Muitos jornais usam motoboys para pegar o cartão de memória dos fotógrafos. Isso é um absurdo nos tempos de hoje. Eu que tenho um blog já contratei serviços de todas as operadoras móveis, mas nenhuma funciona com qualidade”, afirmou Cris Dissat, dona do blog @Fimdejogo.

Cobertura Wi-fi é outro mito. “O Botafogo (responsável pelo Engenhão) que é dono do estádio poderia tentar resolver essa situação, mas até agora nada aconteceu”, sustentou Cris Dissat. E a situação não era muito diferente no Maracanã – administrado pelo Estado – antes de o estádio ser fechado para as obras voltadas para a Copa 2014.

“O mais grave dessa situação é que não há ninguém em sã consciência que não ateste que os jogos de 2014 serão o da mobilidade, o da interatividade. Como o público vai fazer isso sem rede? O que vamos fazer com os turistas que vão querer acessar as redes sociais?”, indagou Alberto Blois, coordenador da Rede Rio TI Esportes, do RioSoft.

A Oi foi contratada pela Fifa para prover infraestrutura dentro dos estádios da Copa 2014, mas ainda não está claro se esse serviço é voltado apenas para a organização ou será aberto para todos. A Telebras promete também criar uma infraestrutura, baseada em LTE, a 4G da telefonia móvel, nos locais mais importantes do megaevento. Mas já disse que cobrará das teles pelo uso da rede.

Ainda na parte relativa à infraestrutura de comunicação, os organizadores dos Jogos Mundiais Militares – realizado em julho deste ano no Rio e considerado um piloto para testar a capacidade de acerto para os megaeventos – tocaram num ponto bastante sensível: Justificativa de orçamento.

Nos jogos Militares, por exemplo, Oi e TIM/Intelig foram as fornecedoras contratadas para prover redes sem fio para levar conexão à Internet para os locais dos jogos. Mas as regras eram claras: conexão seria disponibilizada apenas para a organização. O público contou tão somente com a infraestrutura existente, em muitos casos, reconhecidamente precária.

“No modelo de compras governamentais, justificar mais gastos para atender o público é uma situação bastante complexa. E esse é um problema que deve ser visto e revisto por quem vai definir as diretrizes de compra para os eventos da Copa e das Olimpíadas”, advertiu Thomaz de Aquino, engenheiro responsável pela área de TI dos Jogos Militares.

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