CVM pede esclarecimento à Vivo sobre dissolução da Brasilcel
No comunicado oficial à Comissão de Valores Mobiliários, a operadora informa que tomou conhecimento do interesse da Telefónica de acabar com a Brasilcel por meio da imprensa.A Vivo foi intimada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), na última sexta-feira (23/7), a prestar esclarecimentos ao mercado sobre um possível interesse de dissolução da Brasilcel, holding que controla a operadora móvel e que tem como principais acionistas o grupo espanhol Telefónica e a Portugal Telecom (PT).
Em comunicado enviado nesta segunda-feira, quando expirava o prazo para resposta ao órgão regulador, o presidente da Vivo, Roberto Lima, e a vice-presidente executiva de finanças e relações com investidores da operadora, Cristiane Barreto, disseram que a empresa só tomou conhecimento da informação de uma possível dissolução da Brasilcel por meio da imprensa. As notícias indicavam que a Telefónica teria contratado o escritório de advocacia norte-americano Dewey & Leboeuf para ajudá-la em uma possível batalha jurídica contra a PT para acabar com a holding.Na nota à CVM, a Vivo afirma “que o tema em comento não ensejou a divulgação de qualquer Fato Relevante seja na Comissão Nacional de Mercado de Valores (CNMV da Espanha) ou na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM de Portugal)”.
A notícia representa mais um capítulo da batalha entre Telefónica e PT pelo controle total da Vivo. Na semana passada, em uma das muitas etapas da batalha, circularam notícias na imprensa espanhola apontando que a Portugal Telecom estaria disposta a vender sua parte da Brasilcel para comprar participação na operadora brasileira Oi. Notícia que foi desmentida pelo grupo português.
A venda da operadora brasileira ganhou destaque desde que a Telefónica ampliou esforços para ficar com o controle total da Vivo. O grupo chegou a apresentar uma oferta máxima de 7,15 bilhões de euros à Portugal Telecom. Além disso, vendeu parte de suas ações na Brasilcel como forma de votar durante a reunião de acionistas da PT que definiria a venda, o que foi vetado pelo governo português.
Derrotada, a Telefónica tentou buscar apoio de autoridades europeias para cancelar a decisão do governo de Portugal, mas não teve muito exito. A sua oferta venceu em 16/7 e a empresa disse que não renovaria mais a sua proposta, embora a PT tenha pedido extensão do prazo para até 28 deste mês. O mercado aguarda o próximo capítulo dessa novela, que não se sabe quando terminará.




