Falco e Valente defendem participação das operadoras no PNBL

fev 24, 2010 by

Banda largaO presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, disse hoje, durante o 21º Encontro Telesíntese, que competição saudável é aquela isonômica. Com isso, defendeu que a empresa que vai gerir os ativos de infraestrutura do governo seja submetida às mesmas exigências feitas às empresas privadas do setor. Ele acredita que a não participação da Oi no Plano Nacional de Banda Larga é inconcebível.

Falco argumenta que a Oi atende a maioria do território nacional, com serviço de voz fixo e móvel de acesso à internet. Ele afirmou que a operadora nacional chegou com o backbone de banda larga às três últimas capitais do país: Rio Branco, Porto Velho e Macapá, exigência feita pela Anatel, quando a empresa efetivou a compra da Brasil Telecom, no início de 2009. E disse também que até o final do ano 100% dos municípios brasileiros na região onde a sua empresa tem presença e onde vivem 150 milhões de brasileiros, terão acesso à banda larga.

Telefônica

O presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, disse que, sem nenhuma mudança no quadro atual, em 2014 as operadoras estarão ofertando entre 28 milhões a 29 milhões de domicílios com acessos a internet em banda larga no país, mas esse número poderá atingir até 78 milhões de domicílios, caso sejam adotadas algumas medidas de incentivos. Uma delas, é acesso a espectro, disponibilidade de licenças de TV a cabo, eliminação de restrição ao capital estrangeiro e a redução de tributos ao serviço.

Valente citou como exemplo das ações adotadas em outros países para a massificação da banda larga e destacou que o compartilhamento de redes, investimentos pesados e subsídios públicos são algumas das medidas comuns nesses planos. “No plano dos EUA, lançado em dezembro do ano passado, o processo vem sendo desenvolvido de forma aberta e transparente, com amplas consultas à sociedade, e os investimentos privados são considerados essenciais”, disse.

Segundo Valente, todas as operadoras instaladas no país estão aptas a contribuir com o Plano Nacional de Banda Larga, seja por meio do debate, de apresentação de soluções para atender as diferentes realidades do país, ou  por meio de investimentos.

O 21º Encontro Tele.Síntese debateu os Desafios da Banda Larga, em Brasília.

 

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