Falta de profissionais é o desafio do big data no Brasil

ago 8, 2013 by

A maior barreira para lidar com o big data, de acordo com 73% das empresas entrevistadas pelo estudo da EMC Brasil, é a própria cultura. O levantamento destaca que 88% das companhias acreditam que será um desafio capacitar seus trabalhadores para a nova TI. O estudo sobre big data foi divulgado nesta quarta-feira,07/08, durante o EMC Forum, realizado na capital paulista.
“Não está fácil encontrar profissionais de TI. E a dificuldade para big data é tamanha porque o conceito vai além dos dados armazenados na TI tradicional. A EMC está formando cientistas de dados no Brasil. Essa é uma tarefa que precisa ser multiplicada”, sustentou Carlos Cunha, diretor geral da empresa no Brasil.

Para o executivo, o profissional de TI deve entender que o big data não é o Business Intelligence simples. Tampouco é um grande banco de dados. E também não deve ser confundido com ações de data warehousing ou data mining. “O big data permite tratar, identificar e trabalhar o dado a favor do negócio. É, de fato, um novo modelo de entender as informações que se acumulam numa empresa”, pondera Cunha.

E aqui reside um grande entrave para o big data no Brasil – tanto que 43% das empresas não têm projetos com o conceito: as unidades de negócios atuam de forma estanque. “O compartilhamento de informação não é uma cultura. O Marketing não quer dividir seus dados com a TI ou com a de Negócios. Os gestores da empresa – e fora dos muros da TI – precisam também identificar a importância de tratar o dado”, observa o diretor geral da EMC Brasil.

A companhia, pela primeira vez, realizou um estudo – com 113 empresas – para identificar como os gestores de TI identificam o big data e a transformação da TI. No levantamento, 24% das empresas admitem que a cultura do negócio – o tradicionalismo – é responsável pelo não investimento em ferramentas de big data.

Em contrapartida, 20% dos entrevistados – e que já usam algum tipo de big data – sustentaram já ter obtido vantagem em relação à concorrência como consequência da análise mais eficiente dos dados. E mais: 56% acreditam que quem vier a adotar o big data terá um diferencial de competitividade em relação aos seus concorrentes.

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