Google vai financiar a aliança internacional por uma Internet mais barata

out 9, 2013 by

O acesso à Internet pode ser caro, especialmente nos países em desenvolvimento, e a Alliance for Affordable Internet (A4AI) quer mudar isso. A Google é mais uma das gigantes da tecnologia a aderir ao projeto na última segunda-feira, como patrocinadora.

Membros do A4AI incluem governos e agências governamentais, fundações, empresas de tecnologia e provedores de serviços, universidades e organizações da sociedade civil países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Fazem parte da iniciativa o Facebook, a Microsoft, o Yahoo, a Intel, a Ericsson, a Cisco e a Alcatel Lucent, como apoiadoras, assim como o CTS da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro.

A gigante das buscas, junto  com outras três organizações, entre elas a USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internecional),  está financiando a aliança, uma coligação global iniciada pela Fundação World Wide Web, e seu presidente honorário,  Bitange Ndemo , ex-secretário permanente do Ministério da Informação e Comunicação do Quênia e apoiada por Tim Berners- Lee. O grupo espera reduzir drasticamente o custo do acesso à Internet.

As famílias nos países em desenvolvimento pagam cerca de um terço de sua renda mensal para terem ligação fixa à Internet, de acordo com dados da União Internacional de Telecomunicações (UIT), órgão ligado às Nações Unidas. “A razão para haver a A4AI é simples – a maioria das pessoas do mundo ainda não está online, geralmente por não poder dar-se ao luxo de estar”, declarou  Berners- Lee.

A A4AI tem um objetivo específico: fazer o custo do serviço de banda larga cair para um nível inferior a 5% da média dos rendimentos mensais. De acordo com a metodologia aplicada pela UIT em estudo divulgado nesta segunda-feira, 7/13, as três primeiras posições no ranking de menores custos dos serviços estão ocupadas por Macau (China), Qatar e Hong Kong (China), onde os usuários gastam, respectivamente, 0,2 por cento, 0,4 por cento e 0,4 por cento de suas rendas com a cesta de serviços de telefonia fixa, móvel e banda larga. Nessa metodologia, o Brasil registra 4 por cento da renda do cidadão consumida pela cesta de serviços.

A entidade espera ainda aumentar as taxas de penetração da Internet a pelo menos 40% em todos os países e trazer milhares de milhões de pessoas on-line.

O grupo pretende começa a trabalhar em dois ou três países ainda durante 2013. Até final de 2015 pretende chegar a pelo menos 10 países. A organização também quer produzir um relatório anual de acessibilidade, com a primeira edição prevista para o próximo mês de dezembro.

A coligação espera atingir o objetivo promovendo um conjunto de boas práticas políticas e regulatórias: permitir a utilização de espectro de novas formas, proibir taxas excessivas em equipamentos de telecomunicações e garantir a concorrência são alguns exemplos.

Apenas 16% das pessoas em África usam a Internet hoje em dia, de acordo com a UIT – é metade da penetração registrada na região da Ásia e do Pacífico.

A A4AI não é a primeira iniciativa anunciada pelo Google para levar internet a um maior número de excluídos digitais. Recentemente, a empresa anunciou o plano de levar conexão Wi-Fi ao mundo através de balões.

O Facebook também anunciou recentemente a criação da Internet.org, iniciativa da qual fazem parte a Cisco, a Samsung, a Nokia e a Qualcomm, entre outras empresas de tecnologia, com o objetivo de “tornar o acesso à internet disponível aos dois terços do mundo que ainda não estão conectados” – ou seja, cerca de 5 bilhões de pessoas.

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