Governo dos EUA barra exportação de chips da Intel para a China
O governo dos Estados Unidos recusou a licença pedida pela Intel para vender à China dezenas de milhares de chips para atualização do computador Tianhe-2 (Via Láctea 2) – que há cerca de dois anos é considerado o melhor supercomputador do planeta.
Valendo-se de argumentos de segurança nacional, o Departamento de Comércio dos EUA recusou os pedidos da Intel para exportar chips ao Tiahne-2 e outros três supercomputadores chineses sob alegação de que eles são usados em “explosivos nucleares”. Pelas normas americanas, isso pode envolver projeto, desenvolvimento ou fabricação de armas nucleares.
A Top 500, que monitora os supercomputadores (top500.org), pôs no topo de sua lista de sistemas de melhor performance o Via Láctea 2, da Universidade Nacional de Tecnologia de Defesa da China. Para chegar a 33 petaflops – ou seja, 33 quatrilhões de cálculos por segundo – o supercomputador usa 80 mil chips Intel Xeon.
Quase ao mesmo tempo, a mesma Intel assinou um contrato de US$ 200 milhões Departamento de Energia americano para construir um supercomputador chamado Aurora, que quando estiver pronto, em 2019, deverá atingir o pico de capacidade de 180 petaflops.




