Governo pede à Abinee e Eletros relatório de impacto da crise japonesa nos eletrônicos brasileiros

mar 16, 2011 by

O governo pediu que as duas entidades que congregram a indústria de eletroeletrônicos (Abinee) e bens de consumo digital (Eletros) enviem ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e ao Ministério das Comunicações relatórios sobre os impactos da crise japonesa sobre a produção dos produtos eletrônicos – como computadores, celulares, erbs e aparelhos de TV e rádio no Brasil. Fontes do Palácio do Planalto informam que nos primeiros contatos feitos com a indústria aqui instalada apontam que o colapso na economia japonesa não deverá afetar muito a produção local desses equipamentos. Segundo as fontes do governo, China e Twain são os países responsáveis pelo maior volume de importações de chips do Brasil. Mas há importação de componentes japoneses, principalmente para a produção de aparelhos de TV digital.

A dependência da indústria local por chips e semicondutores importados é histórica. Conforme os dados da Abinee, no ano passado, o déficit na balança comercial com a importação de componentes alcançou R$ 18,3 bilhões – dos quais R$ 4,53 bilhões foram para a indústria de telecom, R$ 3,35 bilhões para a de informática e R$ 4,46 bilhões em semicondutores. Desse montante, 63% foram comprados dos países asiáticos.

 

A catástrofe ambiental japonesa, que parou a economia, fez, por exemplo, que a fábrica de chips da Toshiba parasse de produzir semicondutores por quatro dias. E o governo brasileiro estava negociando com esta fabricante, ainda dentro do pacote do padrão nipo-brasileiro de TV digital, de ser instalada no Brasil uma fabless (fábrica de testes de chips para nichos de mercado). Com o desastre no Japão, não se sabe como ficarão as negociações, que poderão, por outro lado, avançar para a instalação da própria fábrica de foundry (aquela que queima os chips em milhares de unidades), já que as condições ambientais brasileiras não trazem qualquer risco.

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