Governo vai estimular desenvolvimento de tecnologia nacional para evitar “backdoor”
O governo brasileiro está decidido a estimular a pesquisa e o desenvolvimento de plataformas de TICs nacionais, comprovadamente seguras e de linguagem aberta. O projeto tem o objetivo de dotar o país de infraestrutura competente na área de telecomunicações e, assim, evitar novos eventos de espionagem internacional.“Vamos criar estímulos à pesquisa e ao desenvolvimento”, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, durante palestra realizada no VI Encontro da Associação Nacional para Inclusão Digital (Anid). “Não queremos equipamentos operando no Brasil com ‘backdoor’ para governos e indústrias estrangeiros”,completou
Ele também afirmou que, no futuro, o governo pretende tornar obrigatória a comercialização de equipamentos “sem este perverso mecanismo”.
Em um balanço sobre os resultados do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), Paulo Bernardo afirmou que o programa fez aumentar em 330% o número de cidades brasileiras atendidas com banda larga móvel e fez crescer em 347% o número de acessos à rede. Foi o que afirmou.
“A oferta de banda larga popular, por exemplo, alcançou, em agosto deste ano, o número de 3.200 municípios beneficiados com conexões de 1 mega a R$ 35 mensais”, disse o ministro. Bernardo explicou, ainda, que antes da Telebras iniciar suas operações, em dezembro de 2010, o preço médio nacional no atacado era de aproximadamente R$ 900 por Mbps. Um ano depois, já com a Telebras, o preço caiu para R$ 220 e, em dezembro de 2012, foi para R$ 150. O horizonte para dezembro de 2014 é que este preço chegue aos R$ 48.
“Queremos, com isso, internalizar cada vez mais o conhecimento e a capacidade produtiva em telecomunicações, o que nos dará enormes vantagens competitivas no médio e no longo prazos”, completou.




