GVT amadurece, mas não para de crescer
A GVT amadureceu e vai manter o crescimento. Esse é a avaliação do presidente da empresa, Amos Genish, em sua apresentação na Futurecom hoje pela manhã. Posicionando a companhia como operadora nacional de valor diferenciado, o engenheiro destacou os 3,1 milhões de clientes de serviços de banda larga e os 890 mil assinantes de TV por assinatura que a empresa detém. Com presença em 156 cidades de 20 estados, a GVT tem mantido um crescimento médio de receita de 27% ao ano nos últimos cinco anos. A operadora fecha 2014 com um investimento de capital de R$ 2 bilhões.
O amadurecimento citado por Genish pode ser verificado pelas taxas de incremento de alguns serviços. É o caso da banda larga: a operadora apresentou 16% de aumento da demanda nessa área em 2012, caindo para 12% no ano passado e chegando aos 8% estimado para 2014. A base de assinantes, por sua vez, deve aumentar 10%. Os valores indicam, segundo Genish que a operadora mantém a estratégia de crescimento inteligente, o qual estaria baseado no posicionamento de oferta de produtos premium, no investimento com melhor retorno e na eficiência operacional.
Na prática, o discurso estratégico acontece em várias frentes, inclusive com o balanço entre a oferta de voz e de banda larga e TV por assinatura. A receita somada das duas últimas, por exemplo, equilibra-se com a primeira e reforça a tendência de assumir uma participação cada vez maior no faturamento da companhia.
Outro ilustrativo que reforça o perfil inovador da operadora: a aposta na tecnologia de redes passivas ópticas em gigabit (GPON) para a expansão da banda larga. Segundo Genish, o GPON permitiu que a GVT ativasse o acesso óptico de fato até os prédios, viabilizando o fiber to the home (fibra até a casa) e não somente no entorno de edifícios residenciais ou comerciais. Hoje, a diferença de custo entre a ativação de uma rede em GPON e em cobre é de 16% – três vezes menor do que há dois anos.
Mesmo o gap atual já justifica a expansão da planta óptica em função dos benefícios gerados. Acontece que o executivo avalia a diferença de custos de roll out entre as duas tecnologias deve ser reduzida ainda mais. Resultado: a empresa acredita que metade da implantação de rede em 2015 será em GPON, o que vai de encontro ao perfil atual do tráfego IP, com os vídeos representando 50% do total movimentado. De acordo com Genish, a partir de 2016 as novas ativações de rede física passam a ser exclusivamente em GPON.
A maturidade combinada com crescimento se reflete em outros índices. Um dos exemplos é a velocidade média de 19 Mbps para os contratos de banda larga (contra os 11,8 Mbps em 2012). O market share da operadora nas cidades onde oferece a banda larga é de 24%, atingindo picos como no caso de Fortaleza, onde tem 41%, e Salvador e Curitiba, ambas com 38%. Outra informação importante é que 34% dos novos clientes tem optado por pacotes com oferta de 24 Mbps ou mais de banda. Na área de TV por assinatura, a empresa apresenta uma média de penetração de mercado de 8,8% nas cidades onde atua. Fortaleza, mesmo sendo uma cidade onde a operadora entrou recentemente, já registra 16% de penetração.




