Impasse e prazo curto ameaçam cobertura de telecom nos estádios
A 110 dias da Copa das Confederações, não há garantia de que haverá qualidade nos serviços de telecomunicações dentro dos estádios, o que significa serviço disponível para o torcedor. Até o momento, em nenhuma das seis cidades-sede do evento – Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador – há acordos fechados entre os estádios e as operadoras.
“Mesmo naquelas cidades onde os acertos estão mais encaminhados, o tempo é muito curto, especialmente porque os estádios ainda estão em obras. Em três delas, Recife, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, a situação é mais grave seja pelo atraso das obras ou, no caso mineiro, pelo impasse na negociação comercial”, afirma o diretor executivo do sindicato nacional das teles – Sinditelebrasil – Eduardo Levy.
O assunto foi tratado nesta terça-feira, 26/2, em uma reunião entre as empresas, administradores dos estádios e os ministérios das Comunicações e do Esporte. “O governo tem interesse em que se fechem acordos comerciais. Temos a preocupação geral de que haja boa qualidade de comunicação para o cidadão que assiste o jogo e, até por isso, estamos fazendo uma mediação para que os acordos saiam. Tem toda uma pressão, a data está chegando, as obras têm que acontecer”, reconheceu o secretario executivo do Minicom, Cezar Alvarez.
Apesar do otimismo após o encontro, ainda se reconhece que os acordos não foram fechados. No caso de Brasília, Fortaleza e Salvador, as pendências estão apenas em detalhes. Nos outros três, a situação é séria. Em Recife e no Rio de Janeiro, o atraso das obras – fato comum a todos – ameaça comprometer a instalação dos equipamentos de telecom.
Em Belo Horizonte, o impasse é comercial. Ou seja, o estádio Mineirão ainda quer que as teles paguem pelo uso do espaço de aproximadamente 200 metros quadrados onde precisariam ser instalados os equipamentos relativos à cobertura indoor dos sinais. As teles sustentam que a infraestrutura representa uma melhoria que valoriza os estádios e por isso, não querem pagar o “aluguel”. As demais arenas parecem ter concordado, menos em Minas.
“Se permanecer esse impasse, não haverá cobertura indoor em Belo Horizonte. Essa cobertura seria positiva, mas não faz parte das obrigações assumidas”, emenda Levy. Mas mesmo nos casos onde os acertos comerciais tendem a ser fechados, há uma preocupação com o prazo exíguo para a instalação dos equipamentos – especialmente porque as obras nas arenas não estão concluídas.
Telebras
Atrasos nas obras das arenas também complicam a tarefa que cabe à Telebras – garantir a infraestrutura que dará vazão inclusive às imagens da transmissão dos jogos. Desde o ano passado a estatal já implantara fibras ópticas até a proximidade dos estádios, mas restam dificuldades para a instalação dentro dos estádios.
O assunto também fez parte da reunião desta terça-feira. Segundo Cezar Alvarez, há acordos encaminhados – notadamente em Belo Horizonte e Recife – mas há dificuldades, por exemplo, no Rio de Janeiro. “No Rio tem uma obra complementar chamada Projeto Intramuros, um projeto de urbanização em torno dos estádios”, citou Alvarez, ao mencionar as dificuldades ainda enfrentadas.




