Licitações de banda H, 3,5 GHz e 450 MHz terão que vir com mais contrapartidas

ago 26, 2010 by

Casa Civil vai negociar com Anatel novo modelo (venda de espectro vai mudar). As licitações prometidas pela Anatel para este ano – a última frequência de 3G do celular, conhecida como banda H; as faixas de 450 MHz, para a telefonia rural; e a banda de 3,5 GHz, para o WiMAX – já deverão incorporar a política defendida pelo governo federal, para que as metas de cobertura e de investimentos tenham mais importância do que o preço a ser pago pelo espectro.

Segundo Gabriel Laender, da Casa Civil da Presidências da República, e um dos coordenadores do Comitê Gestor do Programa de Inclusão Digital (CGPID), o governo vai negociar com a Anatel – responsável pelas frequências de telecomunicações – a incorporação desse novo critério já nas licitações que estão por vir. “A Anatel não precisará ficar sozinha na defesa de novos critérios de licitação. Daremos suporte à agência”, afirmou ele.

Ele reconhece, no entanto, que essas licitações – que já foram lançadas à consulta pública – não deverão incorporar o conceito de beaty contest (literalmente, “concurso de beleza”) plenamente, visto que o estabelecimento de contrapartidas de investimentos ainda é um conceito novo e precisa ser bem definida. Ou seja, as contarpartidas serão ampliadas (e consequemente o preço da licença vai cair), mas ela não servirão para a escolha do ganhador do certame. Conforme Laender, depois de definidos os critérios, eles serão apresentados também ao Tribunal de Contas de União  e ao Ministério Público, para que todos os setores da União possam se familiarizar com a nova política para o setor.

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